Com assinatura de 222 deputados e 36 senadores, a presidência do Senado recebeu o pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as fraudes envolvendo o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que geraram desconto milionário irregular na folha de aposentados.
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Caberá ao presidente do Senado, David Alcolumbre, decidir se abre ou não a comissão. Em Mato Grosso do Sul, o número de assinaturas para a CPMI subiu com a adesão de Nelsinho Trad (PSD). Agora, oito dos 11 parlamentares do Estado em Brasília (oito deputados e três senadores) assinaram.
Com a adesão de Nelsinho, todos os senadores de Mato Grosso do Sul foram favoráveis. As senadoras Soraya Thronicke (Podemos) e Tereza Cristina (PP) também assinaram.
Na Câmara, assinaram: Beto Pereira (PSDB), Geraldo Resende (PSDB), Dr. Luiz Ovando (PP), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL).
Não assinaram o pedido os deputados Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PSDB) e Vander Loubet (PT).
A Polícia Federal identificou a existência de irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades associativas aplicados sobre os benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a investigação, as entidades cobraram de aposentados e pensionistas o valor estimado de R$ 6,3 bilhões, no período entre 2019 e 2024.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de capitais. A operação custou o cargo do ministro Carlos Lupi (PDT).
