O governador Eduardo Riedel (PSDB) não pretendia anunciar, pelo menos por enquanto, o partido que se filiará para a eleição do próximo ano. Entretanto, pressão de aliados políticos podem fazer o governador declarar em breve a mudança do PSDB.
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A preocupação maior do governador está no União Progressista, federação do União Brasil com o Partido Progressista. Os dois partidos têm os nomes que mais se destacam entre os cotados para cargos majoritários e trazem a maior ameaça ao governador.
Integram a União Progressista a senadora Tereza Cristian (PP), considerada por muitos a maior liderança da direita no Estado e uma das maiores do País, o ex-deputado Capitão Contar (já acertado para filiação ao PP) e Rose Modesto (União Brasil). Todos aparecem bem nas pesquisas para Senado e Governo divulgadas na semana passada.
União Brasil e PP não chegaram a anunciar candidato ao governo, mas já sinalizaram ao grupo tucano que não pretendem esperar muito tempo pela decisão de Riedel. Caso a novela com o PSDB demore, o partido pode começar a articular candidaturas para majoritária sem consulta a aliados.
O PSD também cobra posição de Eduardo Riedel. O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, veio a Campo Grande especialmente para convidar Riedel e também pressiona para filiação. Todavia, o partido não tem um grupo tão forte quanto Tereza no Estado.
Apesar de não ter muitos filiados com peso e ameaça a Riedel, o PSD não deve ser descartado pelo grupo tucano por conta do tamanho do partido nacionalmente, o que garante recurso para campanha e tempo na televisão.
Para Riedel, o melhor arranjo seria uma junção entre Republicanos, MDB e PSD, que seria uma terceira opção para o grupo, abrigando aliados que não têm vaga no PP, por conta dos pré-candidatos já escolhidos pelo partido, e também os que não desejam se filiar no PL.
Riedel prometeu para a nacional do PSDB que não sairá do partido até a convenção para decidir sobre fusão com o Podemos, marcada para o dia 5 de junho. Ele também pretendia esperar as tratativas do partido com outras siglas para eventual fusão, mas pode interromper os planos por conta desta pressão de aliados.
