A viagem de servidores do Governo do Estado a Israel gerou discussão acalorada e até cobrança para que partido deixa a base de sustentação de Eduardo Riedel (PSDB) na Assembleia Legislativa.
CLIQUE AQUI PARA SEGUIR O INVESTIGAMS NO INSTAGRAM
A confusão começou quando o deputado Pedro Kemp (PT) apresentou requerimento pedindo informações sobre a viagem do trio de servidores de MS que ficou impedido de voltar de Israel por conta do confronto com o Irã.
O deputado quer saber o que os servidores foram fazer lá, se foram representando o Estado, a qual custo e quem está pagando. Ainda questionou se os mesmos tinham conhecimento das recomendações para que sejam evitados deslocamentos para região, com exceção de casos essenciais.
Kemp classificou o governo de Israel como fascista, por provocar o “maior genocídio ao povo Palestino, com cena que causa horror e revolta qualquer pessoa que tenha o mínimo de sensibilidade”.
O deputado disse que a viagem foi muito estranha e que não vê motivo para terem ido a Israel no momento em que o País tenta eliminar o povo Palestino, algo que na opinião dele deveria ser reprovado pelo mundo todo.
Kemp afirmou ainda que 9,9 mil crianças morreram no confronto, um número três vezes maior do que no período nazista, quando foram mortas 2,9 mil crianças por milhão de habitantes.
O deputado Neno Razuk (PL) usou o grande expediente para criticar a fala de Kemp, justificando que não viu ele criticar os outros envolvidos. “Nunca subiu aqui para falar do Hamas. Toma Israel como lado partidário contra bolsonarista que apoia Israel. Se tivesse vizinho seu se preparando para te destruir, ia ter reação. Tem que reagir mesmo”, declarou o deputado, pontuando que o governo do Irã distribuiu armamento para o Hamas atacar Israel.
Neno ainda disse que o Partido dos Trabalhadores (PT) deveria ir para oposição, já que critica tanto o governo Riedel. “Deixem os cargos que têm de monte. O partido que tem o maior número de cargos no governo Riedel é o PT. Por favor, se afaste do governo Riedel”, declarou.
Kemp pediu um aparte e Neno respondeu que ouviria abobrinha do PT, “como sempre”. Kemp rebateu que Neno não entendeu nada do que ele falou.
O deputado petista ressaltou que não defendeu o Hamas ou Irã, mas criticou o “governo genocida de Israel” que está matando milhares de mulheres, crianças e idosos que não têm culpa de nada. “Não sente nada no coração, que se diz Cristão, quando vê crianças implorando por um pedaço de pão”, criticou.
Neno respondeu, aos gritos, que kemp deveria sentir quando mataram Israelense. Kemp declarou que estava fazendo aparte e não poderia ser interrompido. A sessão virou um bate-boca entre os dois deputados, precisando da intervenção do presidente, Gerson Claro (PP).
Gerson pediu que os deputados mantivessem o equilíbrio e respeito a opinião do outro e salientou que os dois não poderiam usar o tempo para fazer um debate sem respeito a regras regimentais.
Kemp disse que Neno utilizou o tema para fazer politicagem. Já Neno acusou Kemp de politicagem, afirmando que tem família em Israel. Após a confusão, Gerson encerrou o debate e passou a votar projetos da ordem do dia.
