O deputado federal Marcos Pollon (PL) está buscando alternativas para a eleição do próximo ano. Mais votado na eleição para deputado federal em 2022, o deputado analisa cenários para o próximo ano e tem confidenciado a pessoas próximas que pode concorrer ao Senado ou Governo do Estado.
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Nesta segunda-feira (28), o deputado se reuniu com o presidente estadual do Republicanos, deputado Antônio Vaz, para falar sobre a possibilidade de uma filiação e disputa de cargos na majoritária (Senado ou Governo). O próximo passo é se reunir com outras lideranças do partido, incluindo o presidente nacional, Marcos Pereira.
Pollon presidiu o PL em Mato Grosso do Sul antes da eleição do ano passado, mas foi tirado do cargo na reta final da pré-campanha, depois que Jair Bolsonaro (PL) fechou aliança com o grupo liderado por Reinaldo Azambuja (PSDB).
Pollon preparava o partido como oposição ao PSDB, que classificava como de esquerda. O pensamento seguia o definido por Jair Bolsonaro. Entretanto, Bolsonaro decidiu apoiar o candidato de Reinaldo, Beto Pereira (PSDB), e, mais que isso, fechar com o grupo de Reinaldo na eleição do ano passado e em 2026.
Reinaldo fez o compromisso de se filiar e presidir o PL em Mato Grosso do Sul e deve cumprir a promessa em breve. Antes de oficializar a filiação, ele prometeu procurar lideranças do PL, como João Henrique Catan e Marcos Pollon, para conversar. O discurso é de somar e não excluir.
João Henrique já foi procurado, mas Pollon ainda não. Ciente de que pode ter dificuldade com as novas lideranças, o deputado está buscando alternativas em outras legendas. Ele já foi convidado pelo Novo, recentemente, e MDB, em outra oportunidade.
Pollon é mais ligado ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, com quem esteve recentemente, nos Estados Unidos. Essa proximidade garante a legenda no PL. Neste caso, o problema seria apenas ideológico, porque teria que ser comandado por quem criticava até o ano passado.
A situação é semelhante a de Rafael Tavares (PL) e João Henrique, que também precisarão “engolir” os adversários para respeitar a decisão do líder, Bolsonaro. João Henrique e Pollon se reuniram com Bolsonaro antes do acerto final e se ofereceram como candidatos, mas o ex-presidente preferiu concretizar a parceria com Reinaldo, ignorando, mais uma vez, a vontade da maioria no partido.
No ano passado, os filiados do PL também desejavam candidatura própria em Campo Grande e vários municípios, mas foram vetados pela decisão unilateral do ex-presidente.
