Pollon ironiza possibilidade de expulsão do PL após crítica à aliança com PSDB

O deputado federal Marcos Pollon (PL) demonstra pouca preocupação com a possibilidade de ser expulso do Partido Liberal, após discurso bastante crítico sobre a aliança do partido com o PSDB em Mato Grosso do Sul.

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Após o discurso, o deputado se manteve ativo na rede social, onde respondeu comentários em diversas páginas.

Em uma das manchetes de jornal, onde a matéria afirma que Pollon deve ser convidado a se retirar , o deputado ironizou: “nossa, nem vou dormir”, seguido por um “beijo no ombro”.

Em outro comentário, na mesma postagem, uma internauta diz que o PL no MS está morto e agora é PSDB. Pollon responde “nem na bala”, acompanhado de um “kkkk”.

No fim de semana, Pollon chamou atenção ao fazer um duro discurso contra a filiação e comando do PL para Reinaldo Azambuja (PSDB).

“Não vou recuar e o cargo que se lasque. Quem engoliu o PSDB, engoliu o PL. Rodolfo falou que quem não subir no trio é covarde. Pois então eis aqui um covarde que pediu para subir e não deixaram, justamente para denunciar aqueles que entregaram o PL para porcaria do PSDB. Canalhas, canalhas, e eu falo é na cara. Eu quero que se foda. Pollon, você acabou de enterrar sua carreira política, foda-se, eu não vou entregar meu País, porra, despostas, cretinos, canalhas”.

No próprio PL, lideranças consideraram a manifestação exagerada e alguns apontaram para possibilidade de ele deixar o partido.

Pollon conversou, recentemente, com lideranças do Republicanos sobre possível filiação e candidatura ao Governo ou Senado. Ele também teve convite do Novo, recentemente, e do MDB, há alguns meses.

Esta não é a primeira vez que Pollon se revolta contra aliança com o PSDB. Ele presidia o partido em Mato Grosso do Sul no ano passado e trabalhava candidaturas no interior, tendo o PT e PSDB como adversários.

Foi surpreendido poucos meses antes da eleição, quando Bolsonaro não só formalizou aliança com Reinaldo, como prometeu entregar o comando do partido. Pollon gravou vídeo na rede social para expor que era contra e chegou a declarar que poderia concorrer à Prefeitura de Campo Grande, para evitar aliança com o PSDB. De nada adiantou. Bolsonaro não só ignorou a candidatura, como também lhe retirou da presidência do partido.

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