O discurso inflamado do deputado federal Marcos Pollon (PL), no fim de semana, continua rendendo. O deputado usou a rede social para negar que tenha direcionado críticas a Jair Bolsonaro e ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.
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Pollon alega que as críticas, onde chama integrantes do partido de canalhas, foram para “ratazanas” escondidas no Partido Liberal de Mato Grosso do Sul.
“Para os blogs que recebem para me difamar: quero que mostrem onde xinguei Valdemar ou Bolsonaro! Não tentem colocar palavras na minha boca. Não me dirigi a eles. Inclusive o próprio Eduardo Bolsonaro repostou o vídeo. Xinguei, isso sim, as ratazanas que estão escondidas no Partido e que o próprio povo sul- matogrossense já identificou: são os mesmos que estão pagando para divulgar essas matérias. E que vendem a esperança, o futuro e o sonho das pessoas do meu estado”, justificou.
O deputado, que ironizou a possibilidade de expulsão da sigla, disse ainda que essa “rataiada”, sem declarar nomes, morre de medo dele.
“A rataiada morre de medo de mim e do meu potencial político, porque eles sabem que malandro não tem vez comigo”, concluiu.
No fim de semana, Pollon chamou atenção ao fazer um duro discurso contra a filiação e comando do PL para Reinaldo Azambuja (PSDB).
“Não vou recuar e o cargo que se lasque. Quem engoliu o PSDB, engoliu o PL. Rodolfo falou que quem não subir no trio é covarde. Pois então eis aqui um covarde que pediu para subir e não deixaram, justamente para denunciar aqueles que entregaram o PL para porcaria do PSDB. Canalhas, canalhas, e eu falo é na cara. Eu quero que se foda. Pollon, você acabou de enterrar sua carreira política, foda-se, eu não vou entregar meu País, porra, despostas, cretinos, canalhas”.
Esta não é a primeira vez que Pollon se revolta contra aliança com o PSDB. Ele presidia o partido em Mato Grosso do Sul no ano passado e trabalhava candidaturas no interior, tendo o PT e PSDB como adversários.
Foi surpreendido poucos meses antes da eleição, quando Bolsonaro não só formalizou aliança com Reinaldo, como prometeu entregar o comando do partido. Pollon gravou vídeo na rede social para expor que era contra e chegou a declarar que poderia concorrer à Prefeitura de Campo Grande, para evitar aliança com o PSDB. De nada adiantou. Bolsonaro não só ignorou a candidatura, como também lhe retirou da presidência do partido.
