Quatro dos 16 alvos de mandados de prisão emitidos pela justiça na Operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) não foram localizados.
CLIQUE AQUI PARA SEGUIR O INVESTIGAMS NO INSTAGRAM
Os nomes dos procurados não foram divulgados A polícia prendeu nove em Terenos e três na Capital.
Em Campo Grande foram presos:
Arnaldo Santiago, empresário do setor de obras públicas;
Proprietário da Arnaldo Santiago Ltda., ele foi apontado pelo GAECO como um dos envolvidos na “farra das empresas convidadas”. Segundo o Gaeco, seria responsável por combinar propostas com outros empreiteiros para participar de licitações em Terenos.
Fábio André Hoffmeister Ramires;
Sandro José Bortolotto.
Sandro José Bortoloto: Proprietário da Angico Construtora e Prestadora de Serviços Ltda., foi identificado pela investigação como um suspeito adicional de participar do esquema de fraudes em licitações. A descoberta de seu envolvimento ocorreu por meio da análise de dados telemáticos apreendidos durante a operação.
Lista de presos em Terenos:
Eduardo Henrique Wancura Budke (PSDB) – prefeito
Genilton da Silveira Moreira – Base Construtora e Logística
Nádia Mendonça Lopes – Lopes Construtora e Empreiteira Ltda;
Hander Luiz Correa Grote Chaves – HG Empreiteira & Negócios Ltda;
Sansão Inácio Rezende – Construtora e Empreiteira Real;
Fernando Seiji Alves Kurose – Construtora Kurose;
Eduardo Schoier – Conect Construções
Orlei Figueiredo Lopes – ex-proprietário da Cerealista Terenos
Segundo o Gaeco, a investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública instalada no município de Terenos/MS, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por um agente político, que atuava como principal articulador do esquema criminoso.
“A organização criminosa se valia de servidores públicos corrompidos para fraudar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames para beneficiar empresas participantes do esquema delituoso, mediante a elaboração de editais moldados e por meio de simulação de competição legítima, em contratos que, somente no último ano, ultrapassaram a casa dos R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais), diz parte da nota do Gaeco.
Segundo as investigações, o esquema também envolvia o pagamento de propina aos agentes públicos que, em típico ato de ofício, atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, como ainda aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público.
A polícia extraiu provas de alguns telefones celulares apreendidos na Operação Velatus, compartilhadas mediante autorização judicial, que revelaram o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até o líder do esquema.
“Spotless” – termo que dá nome à operação, é uma referência à necessidade de os processos de contratação por parte da Administração Pública serem realizados sem machas ou máculas.
