Gaeco e Gecoc prenderam três na Capital e quatro não foram localizados

Quatro dos 16 alvos de mandados de prisão emitidos pela justiça na Operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO)  e Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) não foram localizados.

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Os nomes dos procurados não foram divulgados A polícia prendeu nove em Terenos e três na Capital.

Em Campo Grande foram presos:

Arnaldo Santiago, empresário do setor de obras públicas;

Proprietário da Arnaldo Santiago Ltda., ele foi apontado pelo GAECO como um dos envolvidos na “farra das empresas convidadas”. Segundo o Gaeco, seria responsável por combinar propostas com outros empreiteiros para participar de licitações em Terenos.

Fábio André Hoffmeister Ramires;

Sandro José Bortolotto.

Sandro José Bortoloto: Proprietário da Angico Construtora e Prestadora de Serviços Ltda., foi identificado pela investigação como um suspeito adicional de participar do esquema de fraudes em licitações. A descoberta de seu envolvimento ocorreu por meio da análise de dados telemáticos apreendidos durante a operação.

Lista de presos em Terenos:

Eduardo Henrique Wancura Budke (PSDB) – prefeito

Genilton da Silveira Moreira – Base Construtora e Logística

Nádia Mendonça Lopes – Lopes Construtora e Empreiteira Ltda; 

Hander Luiz Correa Grote Chaves – HG Empreiteira & Negócios Ltda; 

Sansão Inácio Rezende – Construtora e Empreiteira Real;

Fernando Seiji Alves Kurose – Construtora Kurose; 

Eduardo Schoier – Conect Construções 

Orlei Figueiredo Lopes – ex-proprietário da Cerealista Terenos

Segundo o Gaeco, a investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública instalada no município de Terenos/MS, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por um agente político, que atuava como principal articulador do esquema criminoso.

“A organização criminosa se valia de servidores públicos corrompidos para fraudar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames para beneficiar empresas participantes do esquema delituoso, mediante a elaboração de editais moldados e por meio de simulação de competição legítima, em contratos que, somente no último ano, ultrapassaram a casa dos R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais), diz parte da nota do Gaeco.

Segundo as investigações, o esquema também envolvia o pagamento de propina aos agentes públicos que, em típico ato de ofício, atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, como ainda aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público.

A polícia extraiu provas  de alguns telefones celulares apreendidos na Operação Velatus, compartilhadas mediante autorização judicial, que revelaram o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até o líder do esquema.

“Spotless” – termo que dá nome à operação, é uma referência à necessidade de os processos de contratação por parte da Administração Pública serem realizados sem machas ou máculas.

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