Operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), realizada nesta terça-feira, prendeu responsáveis pelas finanças , contratos e licitações na gestão de Josmail Rodrigues (PL), em Bonito.
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Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, nos Municípios de Campo Grande, Bonito, Terenos e Curitiba (PR).
A reportagem apurou que entre os presos está o secretário de Finanças, Edilberto Cruz, Carlos Henrique Sanches Corrêa, e Luciene Cintia Pazette.
A reportagem entrou em contato com Josmail, mas ele disse que só vai se pronunciar depois. Ele não quis comentar a prisão do secretário e chefes da gestão dele.
O caso
O Gecoc constatou uma organização criminosa que fraudava licitações, praticando corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, dentre outros delitos correlatos.
“A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, licitações de obras e serviços de engenharia no Município de Bonito, desde 2021”, diz nota do MPE.
Segundo a investigação, são inúmeras licitações fraudadas mediante simulação de concorrência e previsão de exigências específicas estipuladas para direcionar o objeto do certame às empresas pertencentes ao grupo criminoso.
Os agentes públicos, em conluio com os empresários, forneciam informações privilegiadas e organizavam a fraude procedimental, com vistas ao sucesso do grupo criminoso, mediante recebimento de vantagens indevidas.
Os contratos apurados até o momento atinge o valor de R$ 4.397.966,86. Segundo o MPE, “Águas Turvas”, termo que dá nome à operação, faz alusão a algo que perdeu a transparência ou limpidez, e contrasta com a imagem do Município de Bonito, reconhecido por suas belezas naturais e águas cristalinas, que, contudo, vêm sendo maculada pela atuação ilícita dos investigados.
Preso por embriaguez
Em abril do ano passado, Edilberto Cruz Gonçalves foi preso por embriaguez ao volante e desacato.
Edilberto foi detido após ser abordado pela polícia com o veículo próximo à rotatória de um balneário do Município. Segundo boletim de ocorrência, ele apresentava sinais de embriaguez e passou a desacatar os policiais, dizendo que compraram uma briga com ele.
O secretário de finanças se recusou a fazer o bafômetro, mas confessou aos policiais que havia bebido muito. Ele foi detido pela polícia, mas saiu no domingo, com pagamento da fiança de R$ 4,2 mi.
