A lista de presos pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) na 4ª fase da Operação Successione, realizada ontem, tem, em sua maioria, pessoas ligadas ao deputado Neno Razuk (PL).
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Na lista de 20 mandados de prisão figuram o pai, Roberto Razuk; irmãos, Rafael e Jorge Razuk; e o chefe de gabinete de Neno na Assembleia, Marco Aurélio Horta.
Confira a lista de mandados de prisão:
ROBERTO RAZUK,
RAFAEL GODOY RAZUK,
JORGE RAZUK NETO,
SÉRGIO DONIZETE BALTAZAR,
FLAVIO HENRIQUE ESPÍNDOLA
FIGUEIREDO,
JONATHAN GIMENEZ GRANCE (“CABEÇA”),
SAMUEL OZÓRIO JÚNIOR,
ODAIR DA SILVA MACHADO (“GAÚCHO”),
GERSON CHAHUAN TOBJI,
MARCO AURÉLIO HORTA,
ANDERSON LIMA GONÇALVES,
PAULO ROBERTO FRANCO FERREIRA,
ANDERSON ALBERTO GAUNA,
WILLIAN RIBEIRO DE OLIVEIRA,
MARCELO TADEU CABRAL,
FRANKLIN GANDRA BELGA,
JEAN CARDOSO CAVALINI,
PAULO DO CARMO SGRINHOLI,
WILLIAN AUGUSTO LOPES SGRINHOLI
RHIAD ABDULAHA
O caso
O Gaeco realizou ontem a quarta fase da Operação Sucessione, que tem como um dos principais investigados o deputado Neno Razuk. Ele foi um dos alvos da operação que investiga disputa pelo controle do “jogo do bicho” em Campo Grande, com a chegada de novos grupos criminosos que migraram para a Capital após a “Operação Omertà”.
Segundo o MPE, as fases anteriores da Operação Successione revelaram a atuação de uma organização criminosa armada, violenta, que se dedicava à exploração de jogos ilegais, corrupção e demais delitos correlatos, responsável por roubos com emprego de arma de fogo, no contexto de disputa pelo monopólio do jogo do bicho em Campo Grande, em razão do vácuo deixado após a operação Omertá.
Na primeira fase da operação, no dia 5 de dezembro do ano passado, foram cumpridos 10 mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande/MS e Ponta Porã/MS. Entre os alvos, o deputado Neno Razuk, quatro assessores parlamentares (entre os quais dois são policiais militares da reserva) e outras oito pessoas vinculadas à organização criminosa.
Na segunda fase, foram cumpridos 12 (doze) mandados de prisão preventiva e 4 (quatro) mandados de busca e apreensão, na cidade de Campo Grande/MS. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
Segundo o Gaeco, a partir do material na primeira fase, foi possível identificar o envolvimento de várias outras pessoas na organização criminosa.
“Segundo levantamentos, a organização criminosa, que age de maneira violenta para estabelecer seu domínio, mesmo depois da ação policial ocorrida em outubro de 2023, continuou a investir na aquisição de máquinas para operar o jogo do bicho nesta Capital. A organização é integrada por policiais militares da reserva e de 1 (um) ex-policial militar (excluído dos quadros da corporação), que se valiam de sua condição, especialmente do porte de arma de fogo, como forma de subjugar a exploração do jogo ilegal aos mandos e desmandos da organização criminosa, tudo para tornar Campo Grande novo território sob seu comando”, diz nota do Ministério Público.
Ainda segundo o Gaeco, 15 pessoas, cada qual a sua maneira, integravam organização criminosa armada, estruturalmente ordenada e com divisão de tarefas, voltada à exploração ilegal do jogo do bicho, roubos triplamente majorados, corrupção, entre outros crimes graves.
Foram cumpridos mandados nos Municípios de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju e Ponta Porã, além de alvos nos Estados do Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.
Segundo o MPE, as fases anteriores da Operação Successione revelaram a atuação de uma organização criminosa armada, violenta, que se dedicava à exploração de jogos ilegais, corrupção e demais delitos correlatos, responsável por roubos com emprego de arma de fogo, no contexto de disputa pelo monopólio do jogo do bicho em Campo Grande, em razão do vácuo deixado após a operação Omertá.
Com a continuidade das investigações, foi possível identificar mais 20 integrantes dessa organização criminosa, inclusive outros líderes, que atuavam para estabelecer seu domínio no jogo ilegal em Mato Grosso do Sul, onde já atuam em diversos municípios.
