Lideranças do PT e PL trabalham para construir candidatura na eleição majoritária em Mato Grosso do Sul, mas o resultado pode custar caro para os grupos rivais na política nacional.
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O PT pretende lançar candidato a governador e senador para garantir palanque ao candidato a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Porém, a estratégia pode custar uma vaga de deputado federal, algo de extrema importância para os partidos políticos, porque determinam tempo e dinheiro para campanha.
O PT tem dois deputados federais (Camila Jara e Vander Loubet), mas Vander não disputará a reeleição para concorrer ao Senado, o que deve enfraquecer a chapa do partido.
Vander é sempre o mais votado do partido e está no sexto mandato como deputado federal. Sem ele, o partido deve ter dificuldade para eleger novamente dois federais. Fábio Trad era cotado para substituí-lo, mas disputará o Governo do Estado.
No PL, Marcos Pollon tem declarado que não disputará a reeleição e pretende disputar o Governo do Estado. Ele escalou a esposa, Naiane Bitencourt, para substituí-lo. Caso perca a majoritária, o grupo mais bolsonarista perderá uma cadeira.
O PL não deve perder cadeira porque Reinaldo Azambuja organiza o partido para manter as duas vagas. A deputada Mara Caseiro (PSDB) deve se filiar ao PL para concorrer à vaga de federal.
A maior baixa para os bolsonaristas mais radicais acontecerá na Assembleia, caso João Henrique Catan (PL) concretize o desejo de ser candidato ao Governo. Hoje, ele é o único opositor a Eduardo Riedel na Assembleia.
