O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, por 13 votos a 4, o parecer do relator, deputado Moses Rodrigues, para suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon (PL).
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Moses pediu punição de dois meses para Pollon, Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), por obstrução da mesa diretora, impedindo acesso do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).
Pollon ainda pode ser afastado por mais três meses, por ter feito discurso ofensivo contra a Hugo Mota durante agenda na Capital. O relator deste caso, deputado Ricardo Maia, defendeu o afastamento por três meses.
“A anistia está na conta da p… do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m″, declarou.
No voto, o relator disse que a “Casa deve impor reprimenda severa, para que fique claro que este Parlamento não tolera o cometimento de infrações dessa natureza”.
O deputado declarou que o processo é uma perseguição aos parlamentares por defenderem a anistia aos presos políticos do 8 de janeiro.
“Esse é o objetivo, impedir aqueles que não se dobram, que não se rendem, que não se vendem. Estamos sendo julgados porque nos levantamos por aqueles que não têm mais voz. Não teremos medo”.
Pollon poderá recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que após votação, levará o caso para o plenário. Pollon precisará de 257 dos 513 votos para não ser afastado pelo plenário.
