Pré-candidatos apostam em segundo turno na eleição para o Governo de MS

Pré-candidatos que serão oposição à atual gestão do Governo de Mato Grosso do Sul estão confiantes de que a eleição de outubro será decidida em dois turnos.

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Embora as pesquisas divulgadas até o momento apontem chance de decisão no primeiro turno, os adversários de Eduardo Riedel (PP) apostam em mudança de cenário nos próximos três meses.

“Faltam três meses. É tempo suficiente para quem tem projeto — e insuficiente para quem só tem imagem. As pesquisas mostram uma disputa difícil, eu não vou fingir o contrário. Mas eu não vou trocar quem eu sou pelo que os números pedem”, declarou o pré-candidato Fábio Trad (PT).

Advogado, professor e ex-deputado federal, Fábio Trad diz que continuará apostando em uma campanha de diagnóstico e proposta.

“Minha campanha é de diagnóstico e proposta: eu vim da sala de aula, vim dos tribunais, e é assim que eu enxergo o governo — como uma tese que se sustenta com dado, não como um jingle que se repete. Se isso for suficiente para o segundo turno, ótimo. Se a população achar que basta, eu vou. Se não achar, eu não vou correr atrás do improviso pra compensar. Quem vai governar Mato Grosso do Sul tem que ter personalidade — e a minha não está à venda por três meses de campanha”, concluiu.

O pré-candidato do Democracia Cristã, Economista Renato, também está confiante no segundo turno.

“Tenho quase certeza de que haverá segundo turno. Certos jornalistas me dizem que algumas pesquisas internas têm apontado resultados muito diferentes das pesquisas que são divulgadas. Eu mesmo tive acesso a uma pesquisa que aponta segundo turno. O que condiz com o meu sentimento quando visito os centros das cidades no interior do estado”, analisou.

O pré-candidato ainda questiona as pesquisas divulgadas até o momento.

“Outras informações me apontam questões ainda mais graves, que caberia apuração do MP: que a quase totalidade das pesquisas divulgadas, por serem bancadas por grupos pró-governo, podem estar tendo resultados muitíssimo suspeitos, para dizer o mínimo.A rejeição com esse governo é muito grande, o povo tem estado muito insatisfeito com os serviços apresentados”, avaliou.

O pré-candidato do Agir, Jeferson Bezerra aposta em segundo turno. Ele destaca como pontos favoráreis o fato de ser um nome novo e diz que faz uma campanha “na raça”, sem recurso.

“No meu caso, como não tenho dinheiro do fundo partidário, nem tempo de tv, a campanha é na raça , feita através de rede social. Pesquisa com 2000 pessoas não quer dizer mais de 1 milhão de voto. Meu nome é novo, nunca tive mandato de nada, mas tenho coragem de colocar o nome na urna”, respondeu.

Os demais pré-candidatos também foram procurados e não responderam até a publicação.

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