O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Jonas Hass Silva Júnior, negou hábeas corpus para cancelar o mandado de prisão contra o ex-deputado Neno Razuk (PL), considerado foragido.
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O desembargador não julgou o mérito , mas considerou que o caso deve ser analisado por toda a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.
A defesa de Neno Razuk, feita por Ricardo Pereira, disse que recebeu com serenidade a decisão.
“Importa esclarecer que a decisão proferida não analisou o mérito das teses defensivas, limitando-se a postergar sua apreciação para o julgamento definitivo da impetração. Assim, não houve rejeição dos fundamentos jurídicos apresentados pela defesa, os quais serão oportunamente examinados pelo órgão colegiado competente”, declarou.
O advogado diz que permanece confiante na reversão da decisão, alegando que as teses deduzidas no Habeas Corpus são sólidas e demonstram ausência dos requisitos legais necessários à manutenção da prisão cautelar, especialmente diante da falta de contemporaneidade dos fatos que embasaram a medida considerada por ele “extrema”.
O caso
Na semana passada, a justiça de Mato Grosso do Sul determinou a prisão do ex-deputado estadual Neno Razuk, que perdeu o mandato recentemente, ficando sem foro privilegiado.
Neno é alvo de mandado por conta da Operação Sucessione, que investiga prática dos crimes de organização criminosa, roubos, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos azar, bem como de outras infrações correlatas, fundamentando nas investigações e elementos de prova que evidenciaram a atuação de cada um.
No ano passado, na quarta fase da Operação Sucessione, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), 20 pessoas foram presas, incluindo o ex-deputado Roberto Razuk e os filhos, Rafael e Jorge Razuk.
Segundo a denúncia, eles estão ligados à prática dos crimes de organização criminosa, roubos, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos azar, bem como de outras infrações correlatas, fundamentando nas investigações e elementos de prova que evidenciaram a atuação de cada um.
O Gaeco afirma que “a organização criminosa” é liderada pelo deputado Neno Razuk, cuja família é conhecida há décadas pela exploração ilegal do jogo do bicho e com expertise nas negociatas relacionadas ao ilícito, tem praticado crimes de toda ordem, entre os quais assaltos a mão armada e lavagem de dinheiro, objetivando ocupar o vácuo deixado com o desmantelamento da organização liderada por Jamil Name Filho.
Foto: Helder Carvalho/Midiamax
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