Acordo com Bolsonaro impedirá Riedel de adotar neutralidade do PP para presidência

O Partido Progressista (PP) deve anunciar, nos próximos dias, a neutralidade do partido na disputa pela presidência da República. O partido tem diretórios estaduais que apoiam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deve optar pela neutralidade, deixando os filiados livres para apoiarem quem escolherem.

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Em Mato Grosso do Sul, o pré-candidato ao Governo do Estado, Eduardo Riedel (PP), deve continuar apoiando Flávio Bolsonaro. A parceria integra um acordo feito com Jair Bolsonaro (PL), que inclusive levou Reinaldo Azambuja para o PL.

O acordo foi firmado em 2024, quando Jair Bolsonaro abandonou Tereza Cristina (PP) e Adriane Lopes (PP) para apoiar Beto Pereira (PSDB), a pedido de Reinaldo. Em troca, a promessa de que Reinaldo cuidaria do PL em Mato Grosso do Sul.

Bolsonaro, Reinaldo e Riedel não conseguiram eleger Beto Pereira, mas o acordo precisou ser cumprido. Reinaldo resistiu, mas não teve saída e precisou ir para o sacrifício (como ele mesmo disse em reunião no PSDB), se filiando ao PL.

A filiação garantiu uma vaga de senador para ele no PL e o apoio da família Bolsonaro para reeleição de Riedel. O grupo já até gravou um vídeo com Flávio, em fevereiro, onde diziam que caminhariam juntos em Mato Grosso do Sul.

Reinaldo e Riedel já estão confirmados na majoritária da coligação em Mato Grosso do Sul. Eles aguardam apenas a família Bolsonaro para oficializar a segunda vaga. Capitão Contar (PL) é o favorito, mas Marcos Pollon (PL) ainda conta com apoio de Michele Bolsonaro (PL) para tentar ser o escolhido. A convenção do PP e PL está marcada para o dia 1° de agosto.

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