Operação Gutemberg: Justiça recebe denúncia contra 17 em investigação sobre venda de livros em troca de vagas na saúde

A 2ª Vara Criminal de Campo Grande aceitou a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)  contra 17 pessoas na Operação Guttemberg, como ficou chamada a investigação contra grupo que condicionava vagas na saúde a compra de livros em prefeituras.

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 A decisão está no Diário da Justiça desta segunda-feira, onde consta denúncia contra 17 que poderão ser condenados por lavagem de dinheiro e  organização criminosa, em esquema que teria envolvido R$ 27 milhões em recursos públicos.

Os investigadores cobram, além da punição, a devolução de R$ 27 milhões, total que teria sido comercializado entre a Editora Avante e prefeituras na compra de livros em troca de favorecimentos na saúde. 

Lista de denunciados:

– Ed Carlo Burgatt, coordenador de Regulação de Mato Grosso do Sul, e a filha Jéssyca Burgatt.

– Rossana Jafar (proprietária da Ross Clínica), a filha, Olívia Jafar, e os filhos Giovani e Felipe Jafar (comissionado na Agesul).

– Rhayane Souza

– Empresário Paulo Rogério de Melo, dono da Atalaia Veículos e o filho, Douglas Henrique de Melo, proprietário da Atalaia Eventos.

– Joatan Gomes Peixoto, e Matheus Oliveira Peixoto, dono da Lord Pub.

– Heyder Bartz (foragido).

–Junior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar;

– Francisco Anizio dos Santos

– advogados Gabriel Taquino de Paula e Geancarlos Leal

– Inácio da Silva Espíndola

O Gaeco investiga a prática de crimes contra a Administração Pública em licitação, com corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros delitos correlatos.

A investigação aponta crime em Campo Grande/MS e com atuação em diversos municípios do Estado do Mato Grosso do Sul, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso.

“Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta por inexigibilidade de licitação para a aquisição de livros paradidáticos. Verificou-se que os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era pulverizada entre seus integrantes, servidores corrompidos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita”, diz nota do Gaeco.

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