PL quer presidência da Assembleia, mas terá veteranos na briga

A eleição nem começou, mas candidatos já estão de olho na próxima mesa diretora da Assembleia Legislativa. Comandado por Reinaldo Azambuja, o Partido Liberal (PL) quer chegar ao maior número de deputados para solicitar a presidência, mas não terá vida tão fácil.

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A tática não funcionou na atual legislatura, onde o PSDB (também comandado por Reinaldo) tinha maioria. A presidência ficou com Gerson Claro (PP). Porém, na próxima legislatura, Reinaldo quer fortalecer o PL e tem declarado que pedirá a cadeira mais importante para o próximo governador, caso o partido faça a maior bancada.

Reinaldo e o PL terão como adversários os veteranos na Casa que pretendem brigar pela presidência. O deputado Londres Machado (PP), atual líder do governo e recordista de mandatos como deputado e presidente, também está de olho no cargo, se conquistar o 15º mandato.

Outro interessado é o deputado Pedro Caravina (PSDB), bem próximo do atual governador, Eduardo Riedel. Se ele é Riedel forem reeleitos, ele pretende disputar a cadeira mais importante. No PL, o deputado Coronel David tem chances de ser o nome de Reinaldo.

A disputa pela presidência promete ser ainda mais intensa se veteranos retornarem para Assembleia. É o caso de André Puccinelli (MDB) e Jerson Domingos (União), que estão na disputa e devem movimentar os bastidores da disputa pelos cargos mais importantes.

A lista de ex-deputados que estarão na briga pelas 24 cadeiras da Assembleia é grande e conta ainda com Eduardo Rocha (PSDB), Ângelo Guerreiro (PSDB) e Maurício Picarelli (PRD).

Jerson Domingos já foi presidente da Assembleia. Puccinelli não comandou a Casa, mas já foi governador. Ele é do mesmo partido de Junior Mochi, que também tenta a reeleição e já presidiu o Poder Legislativo.

Gerson Claro está no comando da Casa nesta legislatura e não poderá concorrer à presidência se for reeleito. Ele será importante na articulação do próximo nome se ele e a maioria dos atuais forem reeleitos. Nesta articulação, ele pode ficar com o segundo cargo mais importante: a primeira secretaria.

A primeira secretaria é ocupada no atual mandato pelo deputado Paulo Corrêa, que há várias legislaturas não sabe o que é sentar em um banco comum. Ele tem passado da presidência para a primeira secretaria há várias eleições. Porém, deputados da atual legislatura já avisaram que pretendem renovar o comando. A segunda secretaria também é comandada há anos pelo Partido dos Trabalhadores (PT), mesmo quando está na oposição dos governos.

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