A Polícia Civil do Mato Grosso indiciou o ex-deputado Sérgio Assis, o filho, Mário Sérgio Assis, e mais duas pessoas que foram alvos da Operação Agro Fantasma, realizada em março.
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Sérgio Assis e Wanderley Soares Barboza Junior, administrador de uma Agro Indústria, foram indiciados por estelionato. Mário Sérgio Cometki Assis e o empresário Pedro Henrique Cardoso ainda responderão por associação criminosa e fraude processual.
Segundo a denúncia, câmeras flagraram Mario Sérgio e Pedro Henrique retirando caixas de documentos da empresa na madrugada anterior à operação. Além disso, há denúncia de que papéis foram queimados e o sistema de monitoramento interno apagado.
O caso
Em março, a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Agro-Fantasma, contra uma empresa agropecuária envolvida em fraudes na compra de grãos na região oeste do Estado.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e da indisponibilidade de bens móveis e imóveis dos investigados.
Durante a operação, o ex-deputado Sérgio Assis, que era um dos alvos, foi flagrado com 200 munições de arma de fogo calibre 22 e levado para delegacia. Ele foi liberado após pagar fiança.
A reportagem apurou que a polícia tinha conseguido uma prisão preventiva do ex-deputado, mas ela foi revogada antes da operação.
As investigações apuravam os crimes de estelionato e associação criminosa. Os mandados foram cumpridos em Cuiabá, Alto Taquari e Campo Grande. Toda operação teve apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos e Assaltos e Sequestros (Garras-MS) e do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco-MS).
As investigações apontaram que a empresa, que se apresentava com roupagem de solidez, atuava em fraudes estruturadas na compra de grãos, causando relevantes prejuízos financeiros às vítimas.
Segundo a denúncia, para aplicar os golpes, os donos da empresa convenciam as vítimas a utilizarem o nome de suas propriedades para fazerem compras a prazo de grãos, que eram revendidos à vista pela empresa para indústrias.
“Os valores das compras a prazo seriam quitados pelo grupo. Porém, somente nos primeiros meses os débitos foram pagos corretamente. Após certo tempo, os investigados deixavam de quitar as dívidas contraídas, deixando o produtor rural no prejuízo”, revela a polícia..
O grupo realizou diversas compras de grãos em nome de uma das vítimas, causando inadimplência superior a R$ 58 milhões.
Oa investigados também são suspeitos de fraude fiscal e recebimento de créditos indevidos. Entre os bens alvos de sequestro, uma aeronave avaliada em mais de R$ 5,8 milhões.
Segundo a polícia, o grupo mantinha uma vida de luxo, com casa em condomínio de alto padrão e uso de veículos importados de alto valor de mercado, como Porsche, Dodge Ram e outros que também são alvos de sequestro na operação.
