Adversários falam em ‘descaramento’ da campanha de Riedel e apostam em 2° turno: ‘povo não aguenta mais esse governo’

Candidatos afirmam que têm encontrado uma população insatisfeita e querendo mudança após 12 anos de Reinaldo e Riedel

Os candidatos de oposição ao atual governador, Eduardo Riedel (PP), apostam em crescimento neste mês final da campanha, com eleição definida apenas no segundo turno. Na avaliação dos adversários, o atual governo está vendendo na propaganda um Estado que não existe.

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“Assista ao comercial do Riedel e você vai ver um Mato Grosso do Sul de tirar o fôlego: estradas perfeitas, hospitais impecáveis, futuro garantido. Assista à vida real e você vai ver a fatura: quase R$ 12 bilhões por ano evaporando em renúncia fiscal, déficit se acumulando, e o povo pagando a conta que os marqueteiros esqueceram de mostrar”, avaliou Fábio Trad (PT).

Na avaliação do candidato, Riedel utiliza-se de “truque” para administrar o Estado, que tem apresentado problemas em diversas áreas. “É o truque de mágica mais velho da política: PIB alto, bolso vazio. O estado cresce nos gráficos e definha nas filas — filas de UPA, filas de espera cirúrgica, filas de professor que nunca chega efetivo à sala de aula. Enquanto isso, quase metade do efetivo policial que deveria existir simplesmente não existe. Mas isso não rende jingle bonito, então não entra no roteiro”, reforçou. O deputado cita problemas na saúde e classifica a campanha como um descaramento.

 “A saúde, aliás, virou estudo de caso: a Operação Gutenberg escancarou R$ 27 milhões desviados em 29 municípios — e mesmo assim o comercial segue vendendo “excelência”.  Tem uma palavra pra isso: descaramento. O pior não é a propaganda mentir. É o que ela revela sobre quem manda fazê-la: a convicção de que o povo sul-mato-grossense não vai perceber a diferença entre o estado da tela e o estado da vida real. É subestimar quem cata seu boleto, sua fila, sua sala de aula sem professor — e apostar que isso passa despercebido. Não vai passar. Marqueteiro vende sonho; governo entrega conta. Eu escolho entregar a conta — auditável, verdadeira, sem filtro. Porque coragem não é maquiar o estado, é olhar pra ele de frente. E esse povo, ao contrário do que aposta a propaganda, sabe muito bem a diferença”, ressaltou.

O candidato Delcídio Amaral, da Federação Renovação Solidária, afirma que o diretório nacional tem realizado pesquisas no Estado e que apontam possibilidade real de segundo turno, por um desgaste de um projeto de poder que já vai completar 12 anos.

 “Temos que aproveitar este período eleitoral para um grande debate, não de projeto de governo para um grupo, mas de Estado, que vai conduzir Mato Grosso do Sul ao destino que merece. Um estado com um potencial extraordinário, de um povo generoso, que tem tudo para ter saúde, paz e muito sucesso”, declarou.

O candidato do Democracia Cristã, Economista Renato Gomes, também está confiante em um segundo turno. A expectativa parte da receptividade que tem encontrado durante a campanha, com pessoas insatisfeitas e querendo mudança.

“As pesquisas não batem com a opinião das pessoas, escândalos. O que as pessoas pensam na vida real é diferente do que apontam as pesquisas. Eles estão contando com a ignorância de algumas pessoas, com esta briga de Lula e Bolsonaro e dinheiro para levar a eleição, mas o povo já não suporta mais este governo. Estou em Ponta Porã e lá, por exemplo, o hospital se comporta como uma UPA. Não há esta regionalização que eles afirmam existir”, apontou.

O candidato do PSOL, Lucien Rezende, acredita que a população ainda não parou de fato para pensar em eleição e ainda se encontra distante das campanhas.

“Com quem conversamos e abrimos o assunto, o que encontramos é descontentamento, muita reclamação e acreditamos que tem tudo para acontecer um segundo turno. “Estamos fazendo um questionamento sobre o que mudou na vida delas nos últimos 12 anos deste grupo que aí está e as pessoas são bem diretas: não mudou nada. Não vêm estes números que eles falam de um Estado maravilhoso”, opinou.

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