Partidos buscam 130 mil votos na briga que garante tempo e dinheiro para campanhas  

Lideranças calculam que conquistarão uma cadeira em Brasília a cada 130 mil votos.

Mato Grosso do Sul vive uma das eleições mais disputadas da história na corrida pelas oito vagas para deputado federal. A confusão na janela partidária bagunçou os planos de lideranças políticas e acabou tornando a eleição imprevisível, com possibilidade de grande renovação.

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Os partidos, que fazem pesquisas e contas diárias para terem noção de quem pode ser eleito têm dificuldade para saber quem vence. É grande a possibilidade de surpresas. Porém, já têm uma previsão de quantos votos precisarão para garantirem uma cadeira.

A meta é conquistar 130 mil votos para garantirem uma cadeira. Nesta conta, PL e União/PP, que esperam conquistar três cadeiras, precisariam de 390 mil votos, algo bastante difícil. Na última eleição, a chapa mais forte, do PSDB, conseguiu 310.946 votos.

Além da meta difícil, PL e União-PP ainda terão como barreira a mudança na legislação eleitoral, que facilitou a vida dos partidos com menos favoritos. Agora, não há mínimo de votos para conquistar uma cadeira. Na última eleição, um partido precisava conquistar, no mínimo, 80% do quociente (em torno de 170 mil votos) para garantir uma cadeira. Neste ano, isso mudou e um partido consegue a vaga na sobra, sem mínimo exigido. Basta conseguir a melhor sobra para a última vaga.

Outros dois partidos estão na busca de pelo menos 260 mil votos. São os casos de PT e Republicanos. O PT quer manter as duas cadeiras que possuem em Brasília. Já o Republicanos ganhou um deputado na janela partidária e quer chegar a dois. Os dois partidos devem brigar diretamente pela segunda vaga e pelas últimas duas na sobra.

Quem também está de olho em uma das cadeiras é o PSDB. O partido perdeu três deputados federais na janela, mas conseguiu montar uma chapa competitiva e com possibilidade de ganhar uma cadeira. É grande a chance de o partido estragar a festa de um dos favoritos.

A possibilidade é tão real que os partidos da própria coligação de Eduardo Riedel (PP) tentaram desarticular a chapa durante a construção. Muitos candidatos desistiram, mas o grupo resistiu e segue na disputa que promete surpresa no dia 4 de outubro.

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