Portaria do Corregedor-Geral da Polícia Civil, Clever José Fante Esteves, publicada nesta sexta-feira, afasta o delegado de Polícia, Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa e mais sete investigadores de Polícia afastados durante a Operação Infiltrados, deflagrada pelo Gaeco nesta quinta-feira (25).
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A portaria cita decisão judicial proferida nos autos nº 0914919-48.2026.8.12.0001, pela Vara do Juiz de Garantias da Comarca de Campo Grande/MS, que determinou a prisão preventiva do grupo, que será objeto de ação disciplinar, em conformidade com o disposto no artigo 177 e seguintes, da Lei Complementar nº 114, de 19 de dezembro de 2005;
Hoffman atuava na delegacia de Polícia de Terenos. Ele será substituído pela delegada Bárbara Camargo Alves.
Também foram afastados:
Investigador Luiz Carlos de Souza: lotado na Delegacia Especializada de Repressão ao narcotráfico
Investigador Douglas Tobias: lotado no Grupo de Operações e Investigações – GOI
Investigador Neverson Vieira de Araújo; lotado na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa
Investigador Nelson Ricardo Barros de Oliveria – lotado na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos – DEFURV
Investigador Nilton César Sales dos Santos – Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos – DERF
Investigador Roberto Palmeira da Silva – Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Campo Grande – DEPAC/CG
Investigador Marcos André Santos Chaves – 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Campo Grande – 1ª DEAM/CG
Operação Infiltrados
Foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão nos Municípios de Campo Grande, Dourados e Terenos. Os nomes dos demais não foram divulgados .
As investigações foram iniciadas em outubro de 2025, a partir de provas descobertas nas Operações do Traquetos e Blindspot, ambas do Gaeco, revelando participação de vários policiais em um grandioso esquema de desvio de drogas, especialmente cocaína.
“O modus operandi adotado pela organização criminosa consiste no desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, seja por meio da omissão, nos registros formais, de parte da droga efetivamente arrecadada; seja pela subtração de entorpecentes diretamente do depósito da delegacia. A droga desviada é então repassada para traficantes ligados à organização criminosa, os quais são responsáveis por reintroduzir o estupefaciente no mercado ilícito”, diz nota do Gaeco.
Segundo o Gaeco, os policiais que integram a organização criminosa se valem de suas funções públicas exercidas no combate à criminalidade para, em completa subversão de seus deveres funcionais, atuar como verdadeiros fornecedores para o tráfico.
