PL, União-PP, PT, Republicanos e PSDB brigam por vagas decisivas.
Os candidatos a deputado federal em Mato Grosso do Sul chegam à reta final com disputa acirrada pelas oito cadeiras em Brasília. A briga é acirrada e com disputa intensa na própria coligação e contra adversários pelas últimas vagas. Nesta verdadeira guerra, muitos protagonistas ficarão sem vaga.
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Quem está na liderança dos partidos incentiva quem está no jogo, apostando no fôlego de chegada nos últimos dias para conseguir sucesso na abertura das urnas.
É nesta semana final que tudo se intensifica. Hora dos acertos da campanha, quando muita gente reclama que não recebeu combinados e onde chovem denúncias de compra de voto e outras irregularidades.
Entre os federais, a preocupação é grande porque os arranjos feitos na reta final não foram bem combinados. Com isso, muita gente forte para o mesmo lado e levará à eliminação de alguns apontados por pesquisas, feitas pelos próprios partidos, como favoritos.
A situação mais complicada é na federação a União-PP, onde três deputados (Dagoberto Nogueira, Geraldo Resende e Luiz Ovando) brigam com a ex-deputada Rose Modesto, também avaliada como forte concorrente.
A previsão do grupo é que o partido brigue para fazer a maior número de federais, por conta da chapa forte. O grupo ainda tem na cola o empresário Carlos Bernardo. Se conseguir a terceira vaga, dois dos cinco citados dão adeus.
No PL, dois do grupo com maior expectativa podem se frustrar. Brigam por duas vagas que o partido deve fazer com os votos totais: Mara Caseiro, Marcos Pollon, Edson Giroto e a Rodolfo Nogueira.
Já no PT, a chapa tinha como cotados, antes da eleição começar, Camila Jara e Marquinhos Trad. O grupo teve como ponto negativo a saída de Vander Loubet. Todavia, apostou na legenda e espera conseguir a segunda. Se não atingir a meta, um ficará fora. Além de Camila, aparecem como possibilidade o vereador de Dourados, Elias Ishi, que teve 24.085 votos para federal em 2022.
O Republicanos tem tudo para fazer um com a votação cheia e pretende a segunda, assim como o PT. Com mandato, Beto Pereira é citado como favorito, ao lado da vereadora Isa Marcondes, deputado estadual Roberto Hashioka e Jaime Verruck. O partido também tenta a segunda cadeira.
O PSDB é o partido com mais facilidade para complicar a vida dos demais. A mudança na regra eleitoral pode fazer o partido chegar a uma cadeira mesmo sem alcançar os 170 mil do quociente ou os 80% como era na última eleição. Desta vez, a vaga na sobra depende do número de votos e não de um mínimo.
No PSDB, a expectativa maior está nos nomes da ex-secretária de Cidadania, Viviane Luiza, vereador Professor Juari, vereador Victor Rocha e vice-prefeita de Corumbá, Bia Cavassa. Para conquistar uma, a meta é atingir 130 mil.
Como é feita a conta?
A perspectiva dos partidos com base em pesquisas internas é de que PL e União/PP, PT e Republicanos garantam o quociente para uma vaga.
Na segunda rodada, PL e União-PP seriam favoritos para chegarem à duas cadeiras. Sobrariam, nesta possibilidade, duas outras cadeiras, onde brigariam todos os outros.
O PP-Uniao e PL travam uma disputa particular porque quem conseguir mais votos, deve alcançar a terceira cadeira. O fracasso depende do desempenho dos três outros com chance segundo as pesquisas: Republicanos, PT e PSDB. Se estes partidos conseguirem sucesso, complicam a vida do PL e União PP.
