Conforme adiantado pela reportagem, a retotalização dos votos, prometida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS) não alterou em nada as cadeiras na Assembleia Legislativa.
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O TRE chegou a anunciar que faria uma retotalização dos votos, o que na prática não aconteceu. Jerson Domingos (União) ficou inapto, mas os votos foram mantidos para legenda.
Como os votos de Gerson não foram retirados, o quociente continua o mesmo, de 57.775. Apenas a ordem de suplência mudou.
Gerson deixa de ser o segundo suplente da coligação, posto que agora é da ex-deputada Dione Hashioka (União). O primeiro suplente é Marcelo Miranda (PP).
A decisão sobre Jerson Domingos não é a única aguardada pelas coligações. Jamilson Name (PP) teve os 35.211 votos anulados após um ministro do TSE rejeitar o registro de candidatura. Com isso, o PL chegou à nona vaga, para Márcio Fernandes.
Se Jamilson conseguir decisão favorável no pleno do TSE, os votos dele serão validados e ele ganha a vaga de Márcio Fernandes. Esta é a única mudança com a decisão em processo que ainda tramita no TSE.
Caso Jerson
A procuradoria solicitou a impugnação do registro de candidatura por conta de denúncias do Gaeco contra o ex-presidente da Assembleia e do Tribunal de Contas por dois processos onde ele é réu. Na primeira, referente à segunda fase da Omertà, ele é acusado de “embaraçar investigação de organização criminosa”.
Na segunda, ligada à terceira fase (Operação Armagedon), responde por integrar organização criminosa armada e por tráfico de armas de fogo. Em abril de 2024, a 1ª Vara Criminal de Campo Grande desmembrou os dois processos em relação a ele e remeteu cópias ao STJ, por entender que conselheiros de tribunais de contas têm as mesmas prerrogativas de foro que magistrados. A ação tramita hoje na Corte Especial do STJ, sob relatoria do ministro Luis Felipe Salomão.
A denúncia atribui a ele o papel de “consigliere” de Jamil Name e sustenta que sua posição no grupo não decorria do parentesco, mas da capacidade de resolver conflitos que pudessem atrapalhar os negócios da organização.
O trecho mais grave é a acusação de que ele e Cinthya Name Belli teriam recebido dos líderes presos em Mossoró (RN) a incumbência de obter armas e contratar executores para um plano de atentado contra um promotor do Gaeco, um delegado e um defensor público, plano que, segundo o Ministério Público, só não avançou por causa da segunda fase da operação, em março de 2020. Uma testemunha protegida afirmou ao Gaeco que ele foi ao Rio de Janeiro contratar os matadores.
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