Derrota de Flávio foi banho de água fria e ‘equilibra forças’ na política em MS

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência da República estragou a festa completa do grupo governista em Mato Grosso do Sul. A vitória de Lula impediu o grupo de fazer o chamado “barba, cabelo e bigode”.

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O grupo liderado por Reinaldo Azambuja (PL) e Eduardo Riedel (PP) conseguiu se manter no poder por dezesseis anos, em vitória no primeiro turno.

No Senado, ficou com duas cadeiras, garantindo as três vagas disponíveis (Tereza Cristina, Reinaldo e Capitão Contar). O mesmo aconteceu na Câmara, onde tem sete cadeiras.

A cereja do bolo para o grupo seria a vitória de Flávio Bolsonaro na presidência, o que não aconteceu. Reinaldo e Riedel mobilizaram os 79 prefeitos para apoiar Flávio, na meta de chegar a 70% dos votos, mas ficaram abaixo de 60%.

Flávio perdeu e agora o grupo tem peso com três senadores, mas nenhum com boa relação com o presidente reeleito e precisarão, novamente, da esquerda para abrir caminhos.

Riedel terá reconstruir a relação um pouco abalada com o PT para tentar mais espaço no Governo Federal.

Ontem, um sinal de que precisará de alguém para abrir caminhos. O governador disse que tentou, mas não conseguiu falar com o presidente reeleito. Enquanto isso, Zeca exibiu na rede social uma conversa emocionada com Lula.

Riedel dependerá, assim como neste mandato, de alguém para abrir portas em Brasília. No primeiro mandato, contou com Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento e pode voltar a se apoiar nela.

Simone perdeu a eleição para o Senado em São Paulo, mas deve ter destaque novamente na gestão de Lula. Ela pode ser, novamente, essa ponte para Riedel.

No final das contas, Reinaldo e Riedel continuam dominando a política no Estado, mas sem portas abertas no Governo Federal, de onde vem recurso para obras necessárias ao Estado.

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