Partido da principal opositora de Adriane abrirá mão de vaga na CPI; vereador que causou polêmica pode assumir lugar

Passados 19 dias do anúncio, a Comissão Parlamentar de Inquérito do tapa-buraco ainda não saiu do papel na Câmara de Campo Grande. Segundo o presidente, Papy (PSDB), a demora ocorre por falta de consenso na composição da CPI.

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Seguindo o regimento, pelo critério de representatividade (número de vereadores eleitos), têm direito a vagas: PSDB, PP, União Brasil, PL e PT. Entretanto, os partidos podem abrir mão da participação.

Na CPI dos Ônibus, o PSDB, partido com maior bancada, abriu mão da vaga para o MDB. Desta vez, quem deixará de participar é o União Brasil, partido presidido por Rose Modesto, a principal opositora da prefeita Adriane Lopes (PP).

A reportagem apurou que vereadores do União Brasil (Dr. Lívio, Fábio Rocha e Veterinário Francisco) não participarão da CPI e devem passar a vaga para Leinha, vereador do partido do esposo da prefeita, Lídio Lopes.

Leinha esteve envolvido em uma polêmica durante a campanha. Ele foi flagrado em uma reunião política dizendo que a prefeita poderia não concluir o mandato. Agora, pode ganhar vaga na CPI, levantando questionamentos sobre a atuação.

Vereadores que pretendem participar e não devem conseguir, por conta da falta de representatividade, questionaram para a reportagem a posição do vereador na CPI, após esse descontentamento gerado com a fala polêmica sobre aliados. Leinha era comissionado da prefeitura antes de conquistar o mandato.

Rose está na mesma federação de Adriane Lopes, mas faz questão de manter críticas a atual gestão. Ela foi adversária da prefeita e chegou ao segundo turno da eleição na Capital, perdendo por uma diferença de 12.587 votos.

Além de Leinha, são cotados para a CPI o líder da prefeita, Beto Avelar (PP), Luiza Ribeiro (PT), Rafael Tavares (PL) e Silvio Pitu (PSDB).

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