CPI dos Buracos começa com confusão e presidente escolhendo a dedo os integrantes

Vereadores anunciaram CPI há 20 dias e até agora não tiraram do papel.

Vinte dias após o anúncio, a CPI dos Buracos continua dormindo na Câmara de Campo Grande, sem definição de quem serão os integrantes e com polêmica sobre possíveis escolhidos.

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O regimento da Câmara diz que o presidente, no prazo de quarenta e oito horas contado da criação da CPI, baixará ato de sua constituição, especificando o fato a ser investigado, os vereadores que a constituirão, observada a composição partidária. Porém, na prática, é o presidente que está escolhendo, a dedo, quem serão os integrantes.

Papy ganha espaço porque o regimento não deixa claro quem serão os responsáveis pela indicação dos integrantes. No PP, por exemplo, brigavam pela vaga Maicon Nogueira (PP), hoje na oposição, e Beto Avelar (PP), líder da prefeita. Por enquanto, Beto caminha para ficar com a vaga, se propondo deixar a liderança provisoriamente.

A participação efetiva de Papy fica clara na indicação de Leinha (Avante) para compor  a CPI. O Avante tem apenas dois vereadores na Câmara e pela regra não teria direito. O vereador causou polêmica em setembro, quando durante uma reunião política disse que a prefeita não terminaria o mandato, usando a frase “metendo a mão no dinheiro do povo”.

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) está confirmada porque é autora do pedido. As duas outras vagas ficarão entre PSDB, PL e União Brasil. Seguindo o regimento, eles teriam direito a uma vaga.

Ontem, a reportagem divulgou que o União Brasil abriria mão da vaga. O vereador Dr. Lívio (União) procurou a reportagem para negar que o partido ficaria fora e disse que estava “brigando” para participar.

No PSDB, Flávio Cabo Almi, que é presidente da comissão de Obras, não demonstrou interesse em participar. O líder do partido, Victor Rocha, também não indicou integrante até o momento. No PL, Ana Portela demonstrou interesse, mas Rafael Tavares também pode ser indicado. Caso Leinha seja mesmo indicado, um dos partidos que teria direito a participar abrirá mão da vaga.

Seguindo o critério de proporcionalidade, teriam direito a vagas o PSDB, com cinco vereadores; PP, com quatro representantes; e União Brasil, PT e PL, todos com três.

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