Contar x Riedel: Feitos inéditos e luta pela sobrevivência

O próximo governador de Mato Grosso do Sul, seja Eduardo Riedel ou Renan Contar, fará história no Estado por vários aspectos. Os dois não têm muito tempo na política e têm como semelhança a aposta de padrinhos políticos, que assim como em tempos atrás, colocaram a mão nas suas cabeças e os coroaram para disputa do cargo mais importante do Estado.

Após uma surpresa na eleição, na onda bolsonarista, Renan Contar se beneficia novamente da popularidade do presidente no Estado para o sucesso nas urnas. Na reta final, Bolsonaro anunciou apoio ao capitão sul-mato-grossense. Foi o suficiente para as redes sociais dele bombarem e as urnas levarem muita gente a optar pelo número 28, do também pouco conhecido PRTB.

Se vencer as eleições, Contar será o único governador do PRTB no Brasil. Surpreendentemente, a situação do PSDB, um dos maiores partidos do País até há alguns anos, também não está fácil. Os tucanos não elegeram nenhum governador no primeiro turno  e perderam São Paulo, a maior cidade do País e reduto do PSDB há décadas.

 No segundo turno, os tucanos disputam a Paraiba, Rio Grande do Sul, Pernambuco e MS, mas nenhum candidato avançou ao segundo turno em primeiro lugar nas urnas.  Riedel é o candidato com menor diferença em relação ao primeiro colocado após a abertura das urnas no primeiro turno.

O candidato de Reinaldo Azambuja também pode alcançar um feito inédito caso seja eleito governador de Mato Grosso do Sul,  algo que não foi conquistado no Estado: a eleição de um sucessor após oito anos de gestão. Zeca do PT e André Puccinelli não conseguiram emplacar sucessores.

Renan contar pode repetir Zeca do PT, que chegou ao Governo do Estado após mandato no legislativo, embora o petista tivesse uma experiência maior na política à época. Ele foi eleito após a histórica derrota para André Puccinelli na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, em 1996, com diferença de 411 votos. Já Eduardo Riedel pode chegar ao posto de Governador na primeira eleição que disputa, mas com sete anos na gestão de Azambuja, em cargos de destaque e com poder de decisão.

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