Não é regra, tampouco comum, mas na acirrada disputa pelo Governo do Estado, Capitão Contar (PRTB) e Eduardo Riedel (PSDB) ajudariam a vida de muita gente, principalmente indecisa, se revelassem pelo menos alguns nomes que vão compor o secretariado do eleito no próximo dia 30.
Em Contar paira a dúvida sobre o novo, visto que ele começou recentemente na política e tem apenas um mandato como deputado, após rápida passagem no serviço militar, onde já se aposentou.
Do outro lado, Eduardo Riedel conta com a desconfiança de quem vê nele a continuidade do mandato de Reinaldo Azambuja (PSDB), que carrega, como normalmente ocorre, o peso de oito anos de gestão, com seu ônus e bônus.
Recentemente, em uma das muitas entrevistas no segundo turno da eleição, Riedel falou sobre cargos, limitando-se a usar termo da moda em campanhas políticas, no famoso secretariado técnico.
“Eu não tenho amara com ninguém. Meu governo é um governo com técnicos, pessoas experientes, que vão dar o melhor de si, comprometidas com políticas públicas e principalmente com você, cidadão e cidadã de Mato Grosso do Sul”, afirmou.
Na fala, Riedel não disse quantos dos secretários e comissionados, que hoje atuam efetivamente na campanha dele, poderão dormir tranquilamente, sabendo que seus cargos estarão intactos por mais quatro anos.
Contar, por sua vez, também negou que tenha feito novas alianças com promessa de cargos. Com pouco tempo na política, é difícil saber qual será o “grupo técnico” dele em eventual governo.
Na reta final da campanha, o Capitão, como é chamado pelos correligionários, ganhou apoio de ex-candidatos ao Governo e de bolsonaristas, mas negou que esteja relacionado a indicações em eventual administração.
“O segundo turno é uma nova eleição, mas os meus princípios e valores são os mesmos. Até para que eu consiga atingir este objetivo, de entregar um melhor governo para o sul-mato-grossense, não posso fazer alianças com pessoas que têm interesses em cargos políticos “, afirmou.
Sem maiores esclarecimentos e com apenas o famoso “grupo técnico” na boca dos candidatos, o eleitor tenta encontrar algo de novo e efetivo na campanha que vai decidir o futuro do Estado.
