Deputados atiram para todos os lados em lavação de roupa suja para Contar e Riedel

A campanha pelo Governo de Mato Grosso do Sul voltou a dominar a sessão da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (25). Tudo começou quando o deputado João Henrique Catan (PL) ocupou a tribuna para defender o candidato Capitão Contar (PRTB) de ataques durante a corrida eleitoral.

Catan disse que Contar enfrenta uma máquina com 70 prefeitos e 500 vereadores e mesmo assim vem sendo atacado. Ele citou como exemplo as declarações, classificadas como vil e repugnante, de que Contar é comandado pela mulher e chamou atenção do público feminino para o episódio, ressaltando que interpretam mal o fato de a mulher poder soprar aos ouvidos do esposo uma boa ideia.

O deputado também citou o caso do ex-prefeito Gilmar Olarte ter gravado vídeo pedindo voto para Contar. Na avaliação dele, ficou claro que fez por uma promessa de liberdade, o que classificou como vergonhoso.

Catan entende que dificilmente Riedel emplacará mudança, visto que precisará cumprir contratos em andamento no atual governo. “Precisa sair e dar espaço para o novo”, declarou. Ele citou como exemplo contrato publicado pelo Detran ontem, de R$ 13 milhões, sem licitação, e os R$ 1113 milhões gastos em tenda, que dariam para cobrir toda a estrada que liga Campo Grande a Corumbá. Também citou possível troca de votos por combustível e disse que o governo está com medo de perder o controle.

Outro lado

O deputado Zé Teixeira saiu em defesa de Eduardo Riedel, dizendo que nunca viu um candidato mais qualificado e decente. Ele afirmou que o candidato fez uma campanha só de apresentação de projetos, sem ataques, o que o difere do adversário, que descreveu como desqualificado e que não conhece a história de Mato Grosso do Sul, visto que veio do Rio de Janeiro para servir o exército.

O deputado Lídio Lopes (Patriota) também saiu em defesa de Riedel. Disse que ele e a esposa, prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), ouviram os dois candidatos e avaliou Contar como despreparado. “Costumo dizer que quem compara, vota no Riedel”, declarou, classificando-o como extremamente preparado.

Lídio também falou que não se deve tapar o sol com a peneira e ressaltou a participação de Iara Contar, esposa de Contar, na gestão de Gilmar Olarte. “Participou daquela vergonhosa gestão, onde até hoje Campo Grande está pagando a fatura. Não podemos ser irresponsáveis”, afirmou.

Zé Teixeira disse ainda que participou da conversa de Lídio e Adriane com Riedel onde, segundo ele, foi discutido apenas governabilidade e apoio à Prefeitura da Capital. Ele complementou ainda que Reinaldo Azambuja (PSDB) sempre ajudou Campo Grande, o que não foi era reconhecido pelo ex-prefeito, Marquinhos Trad, que chamou de mal-agradecido.

Azambuja vai pagar R$ 14,7 milhões a mais em obras de pavimentação

O Governo do Estado, gestão Reinaldo Azambuja, publicou no Diário Oficial desta terça-feira (25) dois aditivos de contratos em obras de pavimentação no Município de Corumbá. Com os aditivos, o Governo pagará R$ 12 milhões a mais do que o previsto inicialmente para realização das obras.

A GALASSI EMPREENDIMENTOS LTDA receberá R$ 6.602.539,71 (seis milhões, seiscentos e dois mil, quinhentos e trinta e nove reais e setenta e um centavos), passando dos atuais R$ 31.711.537,63 (trinta e um milhões, setecentos e onze mil, quinhentos e trinta e sete reais e sessenta e três centavos) para o valor de R$ 38.314.077,34 (trinta e oito milhões, trezentos e catorze mil, setenta e sete reais e trinta e quatro centavos).

Segundo o governo, os R$ 6,6 milhões a mais serão pagos em razão da reprogramação da planilha de obra, referente à implantação em revestimento primário de rodovia não pavimentada, trecho: km 70,000 ao km 129,200, numa extensão de 59,2 km, no Município de Corumbá/MS.

Já a ANDRE LUIZ DOS SANTOS EIRELI  receberá R$ 5.459.665,51 (cinco milhões, quatrocentos e cinquenta e nove mil, seiscentos e sessenta e cinco reais e cinquenta e um centavos), o que fará com que o valor do contrato passe para o valor atualizado de R$ 31.637.468,39 (trinta e um milhões, seiscentos e trinta e sete mil, quatrocentos e sessenta e oito reais e trinta e nove centavos)

A justificativa é a “a alteração do valor e a prorrogação de prazo do Contrato n. º093/2021, referente à execução de implantação em revestimento primário de rodovia não pavimentada, trecho: ponte sobre o Rio Taquari – entrº MS-214, numa extensão de 45,30 km, no município de Corumbá-MS”.

A BTG EMPREENDIMENTOS LOCAÇÕES E SERVIÇOS EIRELI também terá aditivo em contratos um pouco antes do fim da gestão de Azambuja. O acréscimo de R$ 2.727.807,88 (dois milhões, setecentos e vinte e sete mil, oitocentos e sete reais e oitenta e oito centavos), fará o contrato passar de R$ 19.175.265,45 (dezenove milhões, cento e setenta e cinco mil, duzentos e sessenta e cinco reais e quarenta e cinco centavos), para o valor de R$ 21.903.073,33 (vinte e um milhões, novecentos e três mil, setenta e três reais e trinta e três centavos).

Segundo o governo, será necessário  o reequilíbrio econômico-financeiro do Contrato n. 238/2020, decorrente do acréscimo dos custos de aquisição de materiais e equipamentos (Diesel), utilizados na execução dos serviços de manutenção e conservação das rodovias pavimentadas e não pavimentadas, da malha rodoviária da 11ª residência regional de Amambai/MS, com extensão total de 984,800 km”.

Extrato do Contrato N° 0244/2022/AGESUL N° Cadastral 19849 Processo: 57/003.903/2022 Partes: Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos e MAP CONSTRUTORA LTDA Objeto: Constitui objeto do presente Contrato, a execução pela CONTRATADA, obra de CONSTRUÇÃO DE PONTE EM CONCRETO SOBRE O CÓRREGO BOA VISTA, COM DIMENSÕES DE 20,00 X 6,00 METROS, LOCALIZADA EM RODOVIA VICINAL, COORD: 18º05’57.31”S 54º33’39.80”W, NO MUNICÍPIO DE PEDRO GOMES/MS. Ordenador de Despesas: André Simões Dotação Orçamentária: Funcional Programática 26782206142810002 – Conserponte, Fonte de Recurso 0100000000 – RECURSOS ORDINARIOS DO TESOURO, Natureza da Despesa 44905141 – PONTES DE CONCRETO Valor: R$ 1.339.269,95 (hum milhão e trezentos e trinta e nove mil e duzentos e sessenta e nove reais e noventa e cinco centavos) Amparo Legal: Lei Federal n. 8.666/93 e suas alterações contratuais Do Prazo: O objeto do presente contrato deverá ser executado e totalmente concluído dentro do prazo de 120 (cento e vinte) dias consecutivos, contados da data do recebimento da Ordem de Início dos Serviços (OIS), Do prazo de Vigência: A vigência do contrato terá início a partir da sua assinatura e perdurará até 120 (cento e vinte) dias corridos após o término do prazo de execução Data da Assinatura: 24/10/2022 Assinam: Renato Marcilio Da Silva e Josefa de Oliveira Paiva (P/p Mayara Karoline Paiva)

Campanha de Contar denuncia esquema de compra de votos em troca de combustível

A Coligação do Candidato do PRTB ao Governo de Mato Grosso do Sul, Capitão Contar, apresentou denúncia à Justiça Eleitoral sobre possível compra de votos por aliados do adversário, Eduardo Riedel (PSDB).

Segundo a denúncia, há indícios de um forte esquema de compra votos, que envolveria uma rede de postos de gasolina na oferta de gasolina com preços bem abaixo do mercado ou mesmo de graça para simpatizantes da candidatura de Riedel.

A coligação apresentou vídeos com imagens de carros em longas filas de abastecimento de combustível em algumas cidades do interior. Entre as imagens, um flagrante em Sidrolândia, com fila no posto, onde uma pessoa denuncia possível compra de votos.  “Pessoal, Sidrolândia, coisa linda! Fila no posto de gasolina, olha aqui, Riedel, Riedel. Olha que beleza pessoa, compra de voto descarada”, diz parte da denúncia.

O candidato do PRTB disse, em nota, que está chamando atenção da Justiça Eleitoral para a compra de votos em massa em Mato Grosso do Sul.

“É inacreditável o que está acontecendo no Estado à luz do dia. A Justiça Eleitoral precisa agir e impedir que a força do dinheiro manche todo o processo eleitoral no nosso Estado”, declarou

Já o advogado, Pedro Garcia, pediu investigação rigorosa do Ministério Público para apurar com rigor todas as denúncias.

“Só a Justiça Eleitoral pode intervir e impedir tais crimes. Obviamente que ninguém vai encontrar lá uma placa com a inscrição : compra-se votos em troca de gasolina. Mas, com uma investigação um pouco mais profunda, as provas vão aparecer”, concluiu.

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