Câmara impõe condição para segurar pedido de cassação de vereador

O vereador Sandro Benites (Patriota) deve publicar nota se retratando da fala em manifestação nesta quarta-feira (2), em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), quando pediu ajuda ao Exército contra a eleição de Luís Inácio Lula da Silva (PT).

A retratação do vereador foi uma condição imposta pela Casa para que colegas não entrassem com pedido de cassação do mandato. A reunião aconteceu após a sessão, quando muitos vereadores mostraram indignação com a fala. O vereador Prof. André Luis foi um dos que chegou a anunciar em entrevista que pediria a cassação do mandato, mas aguarda o pedido de desculpas.

“General Davi. Nós, campo-grandenses, patriotas, humildemente pedimos socorro. Nos livre deste mal. E juntos não aceitamos ser governados por um ladrão. Por um narcotraficante. Nos ajude general. É o que pedimos hoje, em nome da pátria, Brasil, acima de tudo, e Deus acima de todos”, declarou o vereador em frente ao CMO.

A fala foi criticada pelo presidente da Câmara, Carlão, que falou sobre a possibilidade de punição. “Ele chamar o Lula disso e daquilo, não temos nada a ver com isso.  Agora, o problema é chamar o general para organizar um golpe contra a democracia. Se alguém representar contra ele, vamos encaminhar ao conselho de ética para analisar se cabe suspensão ou cassação de mandato. Vamos estudar isso”, declarou.

O vereador Dr. Loester não chegou a falar em cassação, mas afirmou que votou em Jair Bolsonaro para presidente e mesmo assim é contra intervenção, que classificou como golpe.

 “Sou totalmente contrário à intervenção. Tive um pai preso na ditadura. Sou contrário ao golpe. O golpe não pode acontecer. Fiquei triste, realmente, mas temos que aceitar. Torço para ele fazer bom governo, se não fizer, daí vamos em cima”, declarou.

Foto: Divulgação/Câmara

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