Moção a Lula gera polêmica e questionamento sobre punição a deputado por defesa a golpe

Uma moção de congratulação do deputado Amarildo Cruz (PT) pela eleição de Luís Inácio Lula da Silva para presidente do Brasil causou bate-boca na Assembleia Legislativa. A confusão começou quando o deputado João Henrique Catan, do mesmo partido de Jair Bolsonaro, pediu vistas ao requerimento.

“Para demonstrar que seremos resistência e oposição, quero pedir vistas pelo prazo regimental. Pedir vistas regimental ao requerimento de moção de congratulação ao Lula”, solicitou Catan.

Amarildo protestou e pediu para a Mesa Diretora verificar se caberia pedido de vistas para moção. “Toda proposição é um requerimento. Já estudei isso”, respondeu Catan. “O senhor não estudou muita coisa. O senhor precisa estudar muito deputado”, rebateu Amarildo Cruz.

Questionamento sobre golpe

O deputado Pedro Kemp também entrou no debate e questionou ao presidente em exercício, Neno Razuk, sobre punições. “Gostaria de saber o que cabe a deputado que apoia golpe militar, que defende a ruptura da ordem democrática. Nunca teve vistas em moção. Ou vota contra ou a favor. Isso é casuísmo. Vota contra ou vota a favor”, disparou. O presidente respondeu que isso não estava em discussão no momento.

Catan participou das manifestações em frente ao Comando Militar do Oeste nos últimos dias, o que levou Kemp a insinuar possível pedido de punição.

Amarildo disse que o deputado queria aparecer. O presidente, Neno Razuk, ressaltou que há previsão e concedeu vistas.  “Obrigado, estudei o regimento”, provocou Catan.

Kemp disse que perdedores devem aprender a perder e Amarildo insistiu no debate. “Estudar mais e aprender o que é democracia. Estudar pra não atentar contra a democracia e parar de ser arrogante”, rebateu. O bate-boca foi encerrado pelo presidente Neno Razuk, que passou a ler a próxima pauta da sessão.

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