O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), realizaram nesta quarta-feira a Operação Parasita, com 18 (dezoito) mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Itajaí/SC.
A investigação do GECOC apura crimes de associação criminosa, licitação, emissão de notas fiscais falsas, falsidade ideológica e peculato, em razão da simulação de procedimentos de compra e venda de produtos jamais entregues ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), com desvio de dinheiro público e o pagamento/recebimento de propina.
As investigações apontam prejuízo de mais de 14 milhões de reais em compras fraudulentas nos últimos anos.
Em um dos casos, uma das comercialização simulada, com valores em torno de 2,5 milhões de reais, destinou-se à aquisição do produto contraste, em quantidade suficiente para cerca de quatro anos, sendo que, por não ter sido entregue, o material se encontra em falta no hospital, inviabilizando exames e procedimentos essenciais a inúmeros pacientes.
Os mandados de busca e apreensão têm como alvos pessoas físicas e jurídicas vinculadas à investigação.
O nome Parasita decorre da ação danosa que suga os recursos públicos da saúde e prejudica o funcionamento do hospital público e pacientes do Sistema Único de Saúde.
