O vereador Gustavo Duó (PP) assumirá a presidência da Câmara de Maracaju após o afastamento do presidente, Robert Ziemann (PSDB), investigado em escândalo de corrupção. Já a primeira-secretaria, que era ocupada por Nenê da Vista Alegre (MDB), também afastado, será ocupada por Oseias Carvalho (Republicanos).
Dos treze vereadores do Município, apenas cinco continuam no cargo. Além de Gustavo e Oseias, continuam na Câmara os vereadores Rener Barbosa (PSDB); Luciano França (PSDB) e Vilmar Era do Gelo (Patriota).
Em nota oficial, a Câmara alegou que não foi notificada sobre os autos do processo e a íntegra das decisões proferidas, tendo acesso somente às intimações que suspendem os mandatos temporariamente. Eles informam ainda que as demais decisões serão tomadas pelos remanescentes.
A próxima sessão na Câmara ocorre na terça-feira (13). Ela seria a última do ano, antes do recesso. À princípio, não há nenhuma votação que necessite da convocação dos oito novos vereadores, que deve ficar para a volta do recesso.
Foram afastados do mandato os seguintes vereadores: Robert Ziemann (PSDB); Nenê da Vista Alegre (MDB); Jeferson Aparecido (Patriota); Helio Albarello (MDB); Catito (PSDB); Joãozinho Rocha (MDB); Laudo Sorrilha (PSDB) e Nego do Povo (MDB).
Mensalinho
Em nota divulgada neste manhã, a Polícia Civil informou que a 3ª fase da operação “Dark Money”, coordenada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), apura esquema de corrupção na Prefeitura Municipal de Maracaju-MS, no período de 2019 a 2020.
“De acordo com o que foi apurado, os valores recebidos por cada vereador variavam de acordo com a influência e participação de cada um na gestão. Por exemplo, o exercício da função da presidência, justificava um recebimento de um valor maior do que os outros recebiam”, explicou a polícia.
Segundo a polícia, em apenas um ano, os pagamentos identificados aos vereadores chegam às cifras de R$ 1.374.000,00. Eles eram feitos por meio de cheques (recebidos diretamente pelos parlamentares, ou por “laranjas” indicados por eles) ou em espécie, estratégia que era utilizada para dificultar a fiscalização e o rastreio do dinheiro.
No total, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão. A polícia identificou que 11 dos 13 vereadores que integravam a Câmara Municipal teriam recebido os pagamentos indevidos oriundos dos desvios. Dentre os 11 investigados, 8 encontram-se em exercício de mandato eletivo na atual legislatura.
