Uma cena que se repete no início do ano nas repartições públicas: comissionados à espera das definições sobre futuro. Os servidores da Prefeitura de Campo Grande e Governo do Estado trabalham normalmente nesta segunda-feira (2), embora estejam exonerados. Tanto o governador Eduardo Riedel (PSDB), quanto a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota) estão sem comissionados, pelo menos no papel.
Em começo de governo é comum que todos os comissionados sejam exonerados. Este primeiro dia útil do ano, geralmente é de vazio nas repartições públicas, com servidores concursados e os novos nomeados que começam a chegar para dar a cara da nova gestão.
Neste ano, no caso do Governo do Estado, com Eduardo Riedel eleito sucessor de Reinaldo Azambuja, a situação é um pouco diferente e se assemelha a uma reeleição. Embora todos estejam exonerados, comparecem ao trabalho, até que alguém diga se continuará ou não como nomeado, em publicação a serem publicadas nos próximos diários oficiais.
Na Prefeitura a situação é diferente. Adriane Lopes assumiu a função de prefeita em abril do ano passado, mas segurou as demissões a pedido de Marquinhos Trad, ex-prefeito que renunciou para concorrer ao Governo do Estado.
Após a derrota de Marquinhos, Adriane começou as demissões, reduzindo 15% dos servidores comissionados. Agora, na virada do ano, resolver resetar a administração, exonerando todo mundo. Agora, está com situação semelhante à reeleição, quando escolherá quem fica e quem sai, em grade escala.
Comissionados
Os comissionados são de livre escolha do prefeito ou governador do Estado. Ocupam função de confiança e podem ser exonerados a qualquer instante. São pessoas escolhidas, pelo menos na teoria, para implementar o Programa de Governo para os quatro anos de mandato.
Há também os casos de servidores efetivos que são nomeados para funções de confiança. Neste caso, não podem ser demitidos. Eles recebem complementação de salário pela função que passam a exercer.
