Puccinelli não descarta Prefeitura e inicia ano ativo na rede social

O ex-governador André Puccinelli (MDB) iniciou o ano nas redes sociais. Animado, fez posts na manhã desta segunda-feira. Visitou a escultura de uma onça, do artista Marcos Rezende e em seguida partiu para o Mercadão Municipal, tudo muito bem registrado, em foto e vídeo.

Puccinelli fez vídeo dirigindo e abraçando as pessoas, típico de quem está em campanha. Entretanto, quando questionado sobre a carreira política e possível encerramento, ele  diz que “sinceramente, ainda não sabe”.

Há, apesar da dúvida, uma mudança no discurso do ex-governador. Ele já não descarta concorrer à Prefeitura de Campo Grande, cargo que já ocupou de 1997 a 2004, e que também já disse não ter desejo de voltar a comandar. Há alguns meses, o questionamento sobre prefeitura era brevemente respondido como um não. Hoje, a negativa deu espaço ao silêncio ou não sei.

O ex-governador concorreu e era um dos favoritos para o segundo turno da eleição em Mato Grosso do Sul, mas acabou ficando de fora com o efeito Jair Bolsonaro, que levou Capitão Contar (PRTB) para o segundo turno da eleição no Estado. Após o episódio, o ex-governador, que tem 74 anos, tem dito que não sabe sobre futuro político.

André Puccinelli está sem mandato, mas continua no jogo político. Após a eleição ele reuniu o MDB e tem feito encontros constantes, mostrando que continuará liderando o partido no Estado, ainda que não tenha o mesmo poder de antes.

A eleição de 2022 mostrou a Puccinelli a diferença que o poder faz para conquista de parceiros. O grupo terminou rachado, com acusações de falta de apoio dele e dos próprios candidatos, incluindo dois eleitos. A divisão ficou evidenciada no segundo turno, quando Puccinelli apoiou Contar e Márcio Fernandes e Renato Câmara, Eduardo Riedel.

A relação de André Puccinelli também não está boa com a agora ministra, Simone Tebet. Na campanha, ele não pediu votos pra ela, que concorria à presidência. Deixou seus eleitores livres para escolherem quem quisessem, sem fazer nenhuma indicação.

 A relação começou a azedar quando o marido de Simone, Eduardo Rocha, se licenciou do partido para ser Secretário de Governo de Reinaldo Azambuja, mesmo sabendo que o partido lançaria Puccinelli como candidato de oposição ao PSDB. Na eleição, Puccinelli deu o troco e também não apoiou Simone. Hoje, as duas maiores lideranças do partido no Estado, que inclusive já foram governador e vice de Mato Grosso do Sul, estão rachados, situação semelhante a realidade hoje da sigla.

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