Justiça adia julgamento de ação com briga dos grupos de Rose e Soraya pelo comando do União Brasil

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul adiou para o dia 18 de julho o julgamento da ação que pode definir a presidência do diretório do União Brasil em Mato Grosso do Sul.

O partido vive uma briga pela presidência, com a realização de duas eleições. Uma, que elegeu Rhiad Abdulahad, do grupo de Soraya Thronicke, e outra que elegeu Rose Modesto presidente estadual do partido.

Rhiad acusa Rose de descumprir decisão judicial que definiria a validade da eleição dele como presidente e pediu que ela seja denunciada por falsidade ideológica e desobediência, bem como pague multa de R$ 20 mil.

O Caso

Anderson Pereira do Carmo acionou a justiça contra o diretório estadual, alegando que foram incluídos/ativados 14 novos membros no órgão estadual; inclusos outros 25, sem autorização do diretório nacional, o que é proibido, extrapolando o limite máximo de 25 membros, e convocada eleição para “manipular” o resultado.

O juiz Flávio Saad Peron atendeu pedido do filiado e cancelou a eleição, bem como obrigou o diretório a retornar os membros excluídos, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 1.000,00.

O magistrado determinou que o partido se abstenha de promover a alteração da composição da Comissão Estadual, para que seja assegurado o direito ao voto dos membros e diretores inativados/excluídos, indicados às f. 42 e não computados os votos dos membros ativados/incluídos, relacionados à f. 42, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00;

O juiz também ordenou que se restitua, imediatamente, os cargos dos membros e diretores; suspenda a ativação/inclusão dos membros; suspenda a eleição marcada para 4 de abril e que o partido não realize novas eleições antes de registrar, pelo menos, quatro diretórios em caráter permanente e não provisório.

Recurso

Posteriormente, Rhiad conseguiu uma decisão favorável, validando a eleição do dia 4 de abril, com ele presidente, até que o colegiado da justiça decida se o pleito é válido ou não.

O grupo ligado a ex-deputada federal Rose Modesto ignorou a decisão e realizou, no dia 29 de abril , a eleição para escolha do diretório estadual. O grupo elegeu Rose como presidente, com outros 29 membros. A chapa tem Murilo Zauith, vice, e Luiz Henrique Mandetta como secretário-geral.

Agora, cabe ao Tribunal de Justiça definir se a eleição de Rhiad é válida ou não, bem como se Rose será punida por realizar nova eleição.

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