Professor lançará candidatura alternativa à hegemonia de 20 anos na Fetems

O professor Joaquim Oliveira vai lançar uma candidatura alternativa para tentar vencer uma hegemonia de mais de 20 anos no comando da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems).

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O professor critica a falta de transparência na atual gestão, que não disponibiliza gastos mensais de uma arrecadação de R$ 1,2 milhão, e defende, entre outras coisas, urna eletrônica no processo eleitoral. A candidatura, segundo Joaquim, surge como uma alternativa ao grupo que se reveza no poder, tendo Jaime Teixeira como presidente ou tesoureiro em todas as eleições.

“O mesmo grupo comanda há mais de 20 anos. Quatro eleições com chapa única. É importante fazer essa disputa, porque a Fetems está há muitos anos com o mesmo grupo. Professores estão  muito descontentes, porque não há atendimento de fato ao professor, mas pessoais do  Jaime, que sempre é candidato a vereador, deputado”, criticou Joaquin Oliveira.

O Joaquim Oliveira conta que também concorreu à presidência da ACP, em Campo Grande, contra o grupo que estava, justamente para defender renovação.

“Estamos construindo alternativa no Estado inteiro. Uma vice de Dourados, gente de Três Lagoas. Os professores precisam ter opção de escolha.  Com chapa única, não tem condição de escolha. De 27 mil aptos, apenas 7 mil votaram na última eleição. Em Campo Grande, de 4440, só 600 pessoas votaram. Uma rejeição muito grande. Em  Corumbá, de 990, apenas 146 votaram. Em Dourados, de 1919, apenas 332. Os 20 mil não estão votando porque não concordam”, justificou.

O professor afirma que hoje a categoria está desassistida na saúde e não tem apoio da federação, que também não oferece, segundo ele, assistência jurídica ao associado. “Queremos uma Fetems com portas abertas ao professor, para que faça parte da Fetems. Não queremos uma Fetems de visão política partidária, mas para o professor. Que não seja curral de nenhuma liderança política, mas para atender o professor”, detalhou.

Joaquim garante que continuará a luta por melhores condições de salário, mas também para um atendimento ao professor adaptado e convocado, que hoje não são assistidos na federação.  “Precisamos resolver a questão da diferença grande de salário, para que o professor convocado seja ouvido e respeitado como professor de fato. Para que possamos atender esse professor. Queremos um olhar cuidadoso e diferenciado com o professor readaptado. Está doente e não tem apoio profissional da Fetems. É uma grande bandeira nossa, porque queremos que a Fetems olhe o professor de forma mais humanizada, com atendimento mais eficiente”, pontuou.

Entre as propostas, a criação de um jurídico dentro da Fetems para atender o professor.  “Precisamos de um jurídico para atender o professor. Um jurídico informatizado, para  a segurança do professor. Quando o professor tem algum problema, tem que procurar o judiciário porque a Fetems não dá esse atendimento”, concluiu.

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