A Câmara de Campo Grande definiu os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta ontem (19) para investigar o transporte coletivo na Capital. Após discussão sobre composição, o PSDB, maior bancada da Câmara, com cinco vereadores, abriu mão da participação para contemplar um dos autores do pedido, o vereador Coringa (MDB).
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Coringa chegou a correr risco de ficar fora da CPI porque o MDB, seguindo a regra adotada na Câmara, de proporcionalidade de bancada, não teria direito. Ele solicitou ao presidente, Papy (PSDB), que seguisse o mesmo critério adotado para formar a comissão mais importante da Casa, de Constituição e Justiça, onde Marquinhos Trad (PDT) foi eleito para representar a minoria (como é classificado o partido que hoje tem menos de três vereadores.
Papy respondeu que esta não era uma regra geral, mas que faria o possível para esse entendimento. Como é do PSDB, Papy convenceu os colegas de partido a inclui Coringa, por ser um dos autores do pedido de abertura de CPI.
“Tive uma fala com o presidente para tratar a respeito dessa vaga para a bancada da minoria e tivemos uma sinalização positiva para indicar meu nome na CPI”, confirmou Coringa.
Por enquanto, a CPI na Câmara tem como integrantes definidos: Ana Portela (PL), Dr. Lívio (União); Junior Coringa; e Maicon Nogueira (PP). Apenas o PT não definiu o integrante. Landmark e Luiza Ribeiro demonstraram interesse em participar da CPI.
“Estou disposta a contribuir com PT e com a CPI. Fui uma das pessoas que organizou para a CPI sair. Envolve um dos principais contratos que a prefeitura tem, mexe com mais de 120 mil pessoas por dia e em uma situação de caos absoluto. A população quer que revele o que acontece e efetivamente aponte a solução”, declarou Luiza, que conversará com os colegas hoje para definir.
Objetivo da CPI
A CPI terá prazo de 120 dias, prorrogáveis por mais 60. Após parecer da procuradoria da Câmara, ficou definido que a comissão terá como objetivo:
– Utilização de frota com idade média e máxima dentro do limite contratual e o estado de conservação dos veículos nos últimos cinco anos.
– Equilíbrio financeiro contratual após aplicação dos subsídios públicos concedidos pelo Executivo Municipal de Campo Grande à empresa concessionária.
– Fiscalização feita pela prefeitura, por meio da Agereg e Agetran, no TAG firmado com o Tribunal de Contas.
Foto: Izaias Medeiros
