Lideranças nacionais do MDB entraram na briga com PSDB/Podemos por uma federação com o Republicanos para a eleição do próximo ano. Confirmada a aliança, o PSDB corre o risco de desaparecer de vez em Mato Grosso do Sul.
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Os presidentes nacionais do MDB e Republicanos, Balei Rossi e Marcos Pereira, conversaram sobre a possibilidade de federação, que agora depende de acertos regionais, com grande possibilidade de um acordo.
Juntos, MDB e Republicanos chegariam a 83 deputados federais, garantindo a terceira maior bancada da Câmara Federal, atrás apenas da federação União/PP, com 106 deputados, e do PL, com 99 eleitos em 2022.
A junção das siglas pode custar caro para o PSDB, especialmente em Mato Grosso do Sul. O partido tenta fechar uma fusão/incorporação com o Podemos, para depois tentar uma federação com o próprio Republicanos.
Eduardo Riedel (PSDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB) aguardam essas tratativas para definirem o futuro. Eles avaliam que não será suficiente para o PSDB a união com o Podemos, que daria aos dois partidos apenas a sétima maior bancada na Câmara, com 28 deputados federais.
Os líderes do PSDB em Mato Grosso do Sul consideram continuar na legenda se a nova sigla fizer uma federação com o Republicanos, para chegar a quase 70 deputados, ganhando corpo na Câmara Federal e, consequentemente, tempo na propaganda e recurso para campanha.
Caso o MDB consiga fechar com o Republicanos, a situação do PSDB pode se complicar no Estado, que agora é o único comandado pelo partido no País, após saída de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.
Riedel está livre para mudar de partido a qualquer momento, porque o mandato na majoritária é considerado do candidato e não do partido. Reinaldo, que não tem mandato, também pode sair quando desejar. Entretanto, o grupo pode ter um problema na possível incorporação.
Na mesa de negociações com o Podemos está posta a possibilidade de uma incorporação do Podemos ao PSDB. Com isso, os vereadores filiados ao PSDB, 256, não poderiam deixar o partido. Isso faria o partido continuar existindo no Estado, pelo menos até a janela de 2028.
Os deputados estaduais e federais também não poderiam trocar em caso de incorporação, mas eles poderão sair no próximo ano, na abertura da janela partidária para o último ano de mandato.
Confirmada a federação, MDB e Republicanos teriam quatro deputados estaduais (três do MDB e um do Republicanos). Os partidos não têm deputado federal ou senador em Mato Grosso do Sul.
