A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o transporte coletivo em Campo Grande foi marcada por um clima tenso nesta segunda-feira, quando vereadores interrogaram o ex-diretor do Consórcio Guaicurus, João Resende.
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O ex-diretor começou a oitiva bastante afiado, questionando se os vereadores que integravam a CPI tinham lido as 7,5 mil partes do contrato. O presidente da CPI, Dr. Lívio (União) interrompeu Resende, pedindo para que ele apenas se apresentasse, mas ele continuou, dizendo que estavam investigando algo que não conhecem.
Durante a oitiva, Resende chegou a discutir com. Lívio, pedindo para que não o interrompesse ou faria uso do direito ao silêncio. Lívio pediu respeito, rebatendo que Resende estava afrontando a CPI e ele respondeu que se fosse interrompido novamente, falaria apenas com a imprensa.
O ex-diretor do Consórcio confirmou que era sócio, com 2% das ações, mas se negou a responder qual era o lucro. Na ocasião, declarou que os vereadores não estavam procurando a verdade e deveriam acioná-lo apenas quando quisessem saber a verdade.
Durante a oitiva, Resende questionou recurso enviado pelo Governo Federal para construção de corredores de ônibus, disse que o Consórcio não comprará ônibus enquanto a prefeitura não pagar atrasados e citou a ausência do reequilíbrio econômico.
Já no final da oitiva, o vereador Wilson Lands (Avante) questionou o que poderia ser feito para resolver o impasse entre prefeitura e o consórcio para melhorar o transporte. Resende respondeu que o problema é gigantesco e que vem se agravando. Questionou o fato de a cidade ter quase um milhão de habitantes e não possuir um corredor de ônibus e chorou ao dizer que sai da CPI de alma lavada.
Resende foi consolado pelo advogado e pelo filho, que acompanhava a oitiva, e deixou a Câmara afirmando que a CPI vai fazer história. O ex-diretor ficou na presidência do consórcio de 2012, quando a concessão foi assinada, até janeiro deste ano.
