Um servidor público foi preso a pedido do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (GAECO/MPMS) após envolvimento com organização criminosa alvo da Operação Blindspot.
O Gaeco solicitou a prisão alegando robustos elementos de prova que indicam a atuação contínua e estruturada do investigado em benefício de lideranças do grupo criminoso.
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Segundo a denúncia, há indícios de vazamento de informações sigilosas, realização de consultas indevidas em sistemas restritos, recebimento de vantagens ilícitas e monitoramento de bens apreendidos em operações policiais.
O servidor público preso já havia sido alvo de outra operação do GAECO/MPMS, a Operação Courrier, deflagrada em 2022 para investigar o uso indevido de sistemas prisionais e favorecimento a detentos ligados a facções criminosas. Na ocasião, ele foi acusado de realizar consultas ilegais e facilitar benefícios a internos mediante pagamento.
Deflagrada em 9 de julho de 2025, a Operação Blindspot teve por objetivo desarticular uma organização criminosa interestadual especializada no tráfico de drogas.
Foram expedidos 37 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão em municípios de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
A investigação revelou uma rede de distribuição de entorpecentes, com uso de caminhões de carga e estratégias de ocultação como cilindros de oxigênio adulterados, mochilas e estepes de veículos. Mais de 424 kg de drogas foram apreendidos em uma única apreensão do GAECO.
A decisão judicial destaca que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal e preservar a instrução criminal, diante da gravidade concreta dos fatos e da possibilidade de reiteração delitiva.
