Partidos oficializam representação contra Camila e Pollon

Os deputados de Mato Grosso do Sul, Camila Jara (PT) e Marcos Pollon (PL), foram denunciados na Câmara Federal após confusão no retorno dos trabalhos. Camila é suspeita de agressão e Pollon de impedido os trabalhos na Casa.

CLIQUE AQUI PARA SEGUIR O INVESTIGAMS NO INSTAGRAM

Os líderes do Partido Novo, Marcel Van Hattem, e do PL, Sóstenes Cavalcante, apresentaram uma representação à Corregedoria da Câmara dos Deputados contra a deputada de Mato Grosso do Sul, Camila Jara, por quebra de decoro.


Os partidos solicitam suspensão cautelar do mandato e encaminhamento do caso ao Conselho de Ética. Eles acusam Camila de agredir o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), durante confusão que marcou o retorno dos trabalhos na Câmara.


Segundo o documento, Camila teria atingido as partes íntimas do deputado mineiro, que foi acudido por três policiais legislativos. Os denunciantes apresentam ainda um vídeo gravado no Estado, onde Camila supostamente confessaria a agressão.

Em nota, divulgada pela assessoria, Camila alega que esbarrou em Nikolas, que acabou indo ao chão. “A deputada, com 1,60 metro de altura, 49 quilos e em tratamento contra um câncer, foi injustamente acusada de ter nocauteado o parlamentar com um soco”, diz parte da nota.

Camila diz ainda que reagiu ao empurra-empurra da mesma forma que qualquer mulher reagiria em um tumulto, quando um homem a pressiona contra a multidão. 

“Não houve soco ou qualquer outro ato de violência deliberada, como alardeado nas redes sociais por publicações direcionadas. O resultado dessa campanha de perseguição foram centenas de comentários ofensivos e ameaças à integridade física e até mesmo à vida da deputada Camila Jara”, afirma a assessoria.

Base contra Pollon

Já o PSB, PT e PSOL apresentou pedido de suspensão do deputado Marcos Pollon. O pedido foi apresentado ao presidente da Câmara, Hugo Motta, pedindo providências por Pollon ter impedido que o presidente assumisse o comando da Casa, em protesto contra Alexandre de Moraes e por pedido de anistia.


Pollon alegou que é autista e não estava entendendo o que estava acontecendo no momento e solicitou que o colega, Marcel Van Hattem o acompanhasse. Neste momento, ele teria sentado ao lado dele porque era alguém que confiava.

Deixe uma resposta