MPE investiga suspensão de médico; hospital alega abandono de pacientes e de cirurgia

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou uma investigação para apurar as circunstâncias da suspensão dos atendimentos de um médico no Hospital Beneficente São Mateus, no Município de Caarapó.

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O caso envolve duas versões conflitantes: de um lado, o médico alega ter sido afastado de forma irregular e por perseguição política; do outro, a diretoria do hospital o acusa de falhas graves, incluindo o não comparecimento a uma cirurgia agendada com um paciente já internado.

A investigação, conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça de Caarapó, teve início após uma denúncia do próprio médico. Ele alega que foi comunicado sobre o cancelamento de seus atendimentos ambulatoriais de forma “intempestiva”, por meio de uma simples mensagem de WhatsApp, sem direito a defesa, o que, segundo ele, viola as normas do Conselho Federal de Medicina.

Em resposta a um ofício do promotor Paulo da Graça Riquelme de Macedo Júnior, o Hospital São Mateus apresentou uma versão completamente diferente dos fatos. A diretoria afirmou que o médico não possuía vínculo formal com a instituição e que a decisão de suspendê-lo foi tomada após “cinco dias consecutivos” de tentativas frustradas de contato, que deixaram pacientes agendados sem atendimento ou justificativa.

Outro ponto da resposta do hospital é a acusação de que o doutor agendou duas cirurgias “sem a devida articulação com a equipe interna”. Em um dos casos, a instituição afirma que “o paciente chegou a ser internado, porém o médico não compareceu ao procedimento, caracterizando descumprimento de compromisso profissional e falta de responsabilidade com o paciente e com a instituição”.

O hospital conclui que a suspensão foi uma medida necessária para “preservação do bom funcionamento dos serviços” e para garantir a “segurança, dignidade e respeito aos pacientes”.

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