Vereador que é sobrinho da vítima fez denúncia, mas não assinou o pedido de comissão, que precisava de mais três votos para sair do papel.
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A Câmara de Naviraí rejeitou, por sete votos contrários, quatro favoráveis e três abstenções, um pedido de Comissão Especial de Inquérito para investigar suspeita de negligência que resultou na morte de uma senhora no Município.
O pedido foi assinado pelos vereadores:Márcio Scarlassara, Josias de Carvalho, Giovana Silvério, Ederson Dutra e Eli José. Para ser aprovada, a comissão precisaria de oito votos. Porém, o sobrinho da vítima, André Ricardo, e Josias, que apresentou o requerimento, se abstiveram, contribuindo para não passar.
O vereador André Ricardo, que é sobrinho da senhora que faleceu e que fez a denúncia, não assinou o pedido de comissão. Procurado pela reportagem, ele justificou que não poderia assinar porque é parente da vítima e poderiam dizer que ele atuou em benefício da própria família. Todavia, afirmou que apresentou denúncia na secretaria responsável e na Câmara.

O vereador Márcio Scarlassara declarou que como presidente da Comissão de Saúde acreditava ser necessário investigar, até para preservar servidores que prestam um bom trabalho na saúde do Município.
O vereador Murilo Matos falou pela liderança do prefeito e disse que o tema é de extrema importância e relevância. Entretanto, declarou que antes da abertura de uma comissão de investigação, que seria o extremo, seria importante a comissão de saúde solicitar informações para “melhor embasamento”.
O vereador Ederson Dutra disse que a comissão de Saúde não tem essa prerrogativa e que o caso é grave e precisa ser investigado pela Câmara, que não pode ser omissa, porque é esse o papel do vereador.
Após muita discussão, o pedido foi rejeitado. Apenas Márcio Scarlassara, Giovana Silvério, Ederson Dutra e Eli José foram favoráveis.
O pedido
O pedido de comissão investigativa teve como motivação depoimento do vereador André Ricardo Biscaro, conhecido como Ricck, que usou a tribuna para denunciar suposta negligência, que levou à morte da tia.
Ricck contou que a tia, de 57 anos, faleceu no domingo, após ficar mais de 30 horas internada e sem exames laboratoriais básicos.
O vereador afirma que a tia deu entrada no hospital no sábado (24), às 10 horas com fortes dores nas costas e dificuldade para andar. No hospital, a plantonista solicitou uma tomografia da lombar, identificou necessidade de cirurgia e transferência para Dourados.
Segundo Ricck, a tia permaneceu internada sem que outro exame fosse realizado. Ela passou mal às 16h20 do domingo, momento que filha chamou o enfermeiro, que acionou o médico. Neste momento, 20 minutos antes do falecimento, foram solicitados exames de sangue.
O vereador alega que a tia teve falência renal aguda, infecção generalizada, acidose metabólica severa e risco iminente de parada cardíaca devido ao excesso de potássio no sangue. Porém, sem exames , nenhum desses problemas foi diagnosticado.
Procurado pela reportagem na ocasião, o prefeito Rodrigo Sacunno disse que é preciso provar que houve negligência da parte da profissional.
