O presidente estadual do Partido Liberal (PL), Reinaldo Azambuja, está pisando em ovos quando o assunto é a escolha do segundo pré-candidato do partido ao Senado. Privilegiado pelo acordo que fez com Jair Bolsonaro, ele já tem uma das vagas garantidas e agora tenta reduzir o estrago que fará no partido o corte de Capitão Contar (PL) ou Marcos Pollon (PL).
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O partido espera que o vetado entre na disputa para deputado federal, mesmo após passar pelo constrangimento de um corte. Caso o excluído do Senado não aceite, o PL terá muita dificuldade para bater a difícil meta de eleger três federais.
Capitão Contar nem cogita a disputa para federal. Pelo contrário, o grupo dele tem declarado que não há dúvida de que ele será o escolhido. Já Marcos Pollon declarou para várias pessoas que não disputará outro cargo, porque foi indicado por Jair Bolsonaro para o Senado.
Sem Contar ou Pollon, o PL terá como puxadores de voto a deputada estadual Mara Caseiro, deputado federal Rodolfo Nogueira e o ex-deputado Edson Giroto, o que dificilmente levará a três vagas desejadas. Neste caso, o partido terá que se esforçar para fazer duas cadeiras.
As três cadeiras, desejadas pelo PL e também pela Federação União/PP, serão meta difícil na próxima eleição, por conta de mudanças na legislação eleitoral, que agora permite a partidos menores a conquista de uma cadeira. Na regra passada, um partido precisaria atingir 80% do quociente eleitoral (140 mil) para assegurar uma vaga. Na nova regra, isso não é necessário.
A mudança pode beneficiar o PSDB, por exemplo, que perdeu três deputados federais na janela partidária, mas que montou uma chapa com expectativa de eleger pelo menos um federal. Também entram nesta fila o Republicanos, com meta de fazer dois, e o PT, que pretende reeleger dois federais. Se esses três partidos conseguirem quatro cadeiras , PL e União Progressista não conseguirão a ousada meta de três federais.
O estrago será ainda maior na Federação União Progressista, onde dois federais podem ficar sem mandato. A chapa terá como concorrentes a ex-vice-governadora Rose Modesto (União) e os deputados federais Geraldo Resende (União), Dagoberto Nogueira (PP) e Luiz Ovando (PP).
Eleição passada
Na última eleição, o quociente partidário (divisão de votos válidos pelo número de cadeiras) foi de 175.809 votos. Nesta conta, apenas três vagas foram preenchidas. PSDB, com 316.966 votos; PL, com 218.427 votos; e PT, com 201.961 votos, conquistaram as cadeiras por quociente.
Restaram cinco vagas para serem divididas na sobra. O PSDB ficou com a primeira, dividindo o número de votos por dois (número de cadeiras conquistadas e mais um). Nesta conta, o partido ficou com 158.483. A segunda cadeira na sobra ficou com o PP, que atingiu 80% dos votos (146.606).
A terceira cadeira na sobra ficou com o PL, com 109.213 votos; a quarta para o PSDB, com 105.655; e a última para o PT, com 100.980 votos.
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