Candidatos declaram R$ 10,2 milhões em dinheiro vivo; deputado guarda 38,3% deste total

Um só candidato, do PP, concentra sozinho quase 38% do total: R$ 4 milhões guardados em espécie,  a maior soma individual entre os 279 registrados até agora no estado.

Dos 279 candidatos a cargos majoritários e proporcionais registrados até o momento em Mato Grosso do Sul para as eleições de 2026, segundo a base do TSE (sistema DivulgaCandContas), 32 declararam possuir dinheiro em espécie, categoria específica de bem na declaração patrimonial exigida pela Justiça Eleitoral, distinta de saldo em conta bancária ou aplicação financeira. Juntos, esses 32 candidatos somam R$ 10,2 milhões nessa categoria.

Siga o INVESTIGAMS nas redes sociais:

INSTAGRAMFACEBOOK e THREADS

O maior valor individual é o de Londres Machado (PP), candidato a deputado estadual: R$ 4 milhoes em espécie, 21,1% de um patrimônio total de R$ 18.947.845,08. O mesmo candidato já havia aparecido nesta apuração como dono da maior extensão de terra declarada entre os candidatos do estado, 26 propriedades rurais somando 7,2 mil hectares.

Na sequência aparecem Odilon Ribeiro (PL, deputado estadual), com R$ 988.650,00; o professor Rinaldo Modesto (União, deputado estadual), com R$ 860.000,00; Silvio Pitu (PSDB, deputado estadual), com R$ 750.000,00; e os candidatos a federais Carlos Bernardo (União) e Geraldo Resende (União), com R$ 500.000,00 cada.

Lista completa dos 32 candidatos com dinheiro em espécie declarado, por valor:

CandidatoPartidoCargoEm espécie% do patrimônio total
Londres MachadoPPDeputado EstadualR$ 4.000.000,0021,1%
Odilon RibeiroPLDeputado EstadualR$ 988.650,0030,3%
Professor Rinaldo ModestoUniãoDeputado EstadualR$ 860.000,0025,4%
Silvio PituPSDBDeputado EstadualR$ 750.000,00100,0%
Carlos BernardoUniãoDeputado FederalR$ 500.000,001,7%
Geraldo ResendeUniãoDeputado FederalR$ 500.000,007,8%
Eduardo RochaPSDBDeputado EstadualR$ 350.000,004,2%
Gerson ClaroPPDeputado EstadualR$ 320.000,001,7%
Renato CâmaraRepublicanosDeputado EstadualR$ 290.000,0015,3%
Daverson MatosPLDeputado EstadualR$ 150.000,0040,7%
Professor JuariPSDBDeputado FederalR$ 150.000,0028,1%
Santullo da TerezaPPDeputado EstadualR$ 150.000,0013,1%
BarbosinhaRepublicanosVice-governadorR$ 100.000,000,6%
Lucas de Lima do Amor Sem FimPLDeputado EstadualR$ 100.000,007,7%
Rose ModestoUniãoDeputado FederalR$ 90.000,007,8%
Marcelo MourãoPLDeputado EstadualR$ 90.000,0047,4%
Zeca do PTPTDeputado EstadualR$ 85.000,002,3%
Idevaldo ClaudinoPTDeputado EstadualR$ 80.000,0034,0%
Puka ValdezPSDBDeputado FederalR$ 75.550,0013,2%
Vivi TobiasPLDeputado EstadualR$ 70.000,0010,5%
Coronel DavidPLDeputado EstadualR$ 65.000,003,8%
Cassy MonteiroPLDeputado FederalR$ 65.000,0099,9%
Camila JaraPTDeputado FederalR$ 60.000,0026,5%
Ton BorgesNovoDeputado EstadualR$ 60.000,0014,9%
Defensor ErnanyPLDeputado EstadualR$ 60.000,002,1%
Albi de UrrutiaPSDBDeputado EstadualR$ 50.000,005,0%
Abel FilhoRepublicanosDeputado EstadualR$ 50.000,0041,6%
Janete CórdobaPSDBDeputado EstadualR$ 49.000,003,2%
Eduardo BorgesPTDeputado EstadualR$ 40.000,0011,8%
AdonisCidadaniaDeputado EstadualR$ 35.000,003,2%
Dona GildaPTVice-governadorR$ 25.000,000,7%
Paulo CorrêaPLDeputado EstadualR$ 5.000,000,0%

Dois candidatos declaram praticamente todo o patrimônio em dinheiro vivo. Silvio Pitu (PSDB) declara R$ 750.224,00 no total, dos quais R$ 750.000,00 estão descritos como “reserva de ganhos + venda de terreno” guardada em espécie, ou seja, 100% do patrimônio declarado. Cassy Monteiro (PL) está em situação parecida: R$ 65.000,00 em espécie de um total de R$ 65.091,23, ou 99,9%.

Somando os valores declarados por sigla, o PP lidera, com apenas três candidatos (entre eles Londres Machado), acumula R$ 4.470.000,00 em espécie.

Em seguida vêm União (4 candidatos, R$ 1.950.000,00); PL (9 candidatos, R$ 1.593.650,00); PSDB (6 candidatos, R$ 1.424.550,00); Republicanos (3 candidatos, R$ 440.000,00); PT (5 candidatos, R$ 290.000,00); Novo (1 candidato, R$ 60.000,00) e Cidadania (1 candidato, R$ 35.000,00).

Na declaração de bens exigida pela Justiça Eleitoral, “Dinheiro em espécie – moeda nacional” é uma categoria própria, separada de depósitos em conta corrente, poupança ou aplicações financeiras, destina-se a valores mantidos fisicamente, fora do sistema bancário.

Deixe uma resposta