Ex-presidente de Câmara flagrado com R$ 127 mil deixa prisão após pagar fiança

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Mundo Novo, José Antônio Pires de Souza, conhecido como Zé Bocão, deixou a prisão após pagar fiança de 20 salários mínimos, o equivalente a R$ 32.420,00.

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O ex-vereador foi preso na última quarta-feira, com R$ 127 mil em espécie e santinhos do candidato a deputado estadual, Lidio Lopes (Avante).

Zé Bocão foi preso após uma denúncia de que um veículo T-Cross trafegava em alta velocidade entre Iguatemi e Japorã.

A polícia abordou o motorista, que estava bastante nervoso. Durante a abordagem encontrou 11 pacotes com dinheiro em espécie, divididos em notas de R$ 50 e R$ 100, totalizando R$ 127 mil, bem como santinhos.

Segundo a polícia, Zé Bocão não informou a origem do dinheiro, dizendo apenas acreditar que os pacotes somariam entre R$ 60.000,00 e R$ 100.000,00.

Ao ser informado que seria conduzido à Delegacia, ele teria, segundo a polícia, oferecido R$ 5.000,00 a cada integrante da guarnição policial para que
deixassem de praticar o ato de ofício, momento em que recebeu voz de prisão pelo crime de corrupção ativa.

Em interrogatório, ele negou a oferta, mas admitiu ter dito aos policiais que eles “poderiam ficar com o dinheiro”, alegando que se referia à apreensão.

Quanto à origem dos valores, ao material de campanha e às demais circunstâncias eleitorais, preferiu ficar em silêncio.

O Ministério Público foi contra a liberdade, destacando que um envelope com descrição”Mundo Novo” trazia a anotação de R$ 55.100,00, mas continha R$ 15.100,00; outro envelope, identificado como “Levi”, indicava R$ 3.000,00, mas
continha R$ 2.200,00.

O entendimento do MPE, a diferença, de R$ 40.800,00, sugere que parte dos valores ja havia sido entregue antes da abordagem, indicando que a distribuição estava em andamento.

“Segundo, o autuado não soube informar sequer o total que transportava, o que indica que levava recursos de terceiros, ainda não identificados, que permanecem com capacidade de agir”, opinou o MPE antes da liberdade.

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