O prefeito de Três Lagoas, Dr. Cassiano (PP), continua em silêncio após a Operação Máquinas de Areia, do Grupo Especial de Combate à Corrupção). O prefeito não se pronunciou desde a semana passada e manteve o secretário, Osmar Dias Pereira, que foi alvo (na secretaria e na residência).
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Apenas uma nota foi publicada ontem à tarde e, curiosamente, partiu da secretaria comandada por Osmar. No informativo direcionado à imprensa, a “prefeitura” diz que sempre pautou sua atuação pelo respeito à legislação, à transparência e aos princípios que regem a Administração Pública.

A secretaria diz que todos os contratos investigados na operação começaram na gestão passada, de Ângelo Guerreiro (PSDB).
“Essa investigação diz respeito a 4 contratos que empresas ligadas à Operação Máquinas de Areia tiveram com o Município de Três Lagoas, sendo o primeiro no ano de 2017 com término no ano de 2022; um segundo também iniciado no ano de 2017 e finalizado em 2022; um terceiro contrato também nos anos de 2017/2022; e por último um contrato iniciado através de um processo licitatório em 2023 e que finaliza com o seu vencimento em 17 de agosto de 2026”.
A nota encaminhada do gabinete da Seintra diz ainda que “confia nas instituições e no devido processo legal e continuará trabalhando normalmente, com responsabilidade e respeito à população, aguardando desdobramentos de toda a investigação”.
Osmar Dias está no cargo desde 1° abril de 2022, na gestão de Ângelo Guerreiro. Antes de assumir a pasta, ele era diretor de serviços públicos. Com a vitória de Cassiano, sucessor de Guerreiro, ele se manteve no comando da secretaria.
O Caso
O Gecoc cumpriu, na última quinta-feira, 19 mandados de busca e apreensão na Operação Máquinas de Areia, que deriva da Operação Cascalho de Areia. Após a operação na Capital, em 2023, o Gecoc identificou que o esquema era estruturado e também realizado na Região do Bolsão. Agora, envolvendo quatro empresas com nomes diferentes, mas com mesmo administrador. A empresa MS Brasil tinha contato de R$ 3 milhões em 2022 e em 2024 chegou a R$ 18 milhões.
Os contratos firmados em Três Lagoas tinham como objetivo o aluguel de máquinas, caminhões, ônibus e veículos, além de combustível e operação de um modo geral, incluindo até alimentação de trabalhadores.
Entre os alvos da operação, André Luiz dos Santos, conhecido como André Patrola, empresário e produtor rural, proprietário da empreiteira ALS. Os policiais também foram até a Engenex, de propriedade de Edcarlos Jesus da Silva.
Segundo o Gecoc, o grupo teria como finalidade fraudar a execução de contratos de locação e fornecimento de veículos, maquinários e equipamentos pesados para serviços diversos, bem como a execução de contratos de infraestrutura para revestimento primário.
“Levantamentos indicam que, entre os anos de 2018 e 2026, os contratos e aditivos somados ultrapassaram a cifra de 100 milhões de reais. As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, prejuízo efetivo à população”, diz a nota do Ministério Público.
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