Polícia Federal realiza operação em Campo Grande nesta terça-feira

A Polícia Federal realiza uma operação em Campo Grande nesta terça-feira.

Imagens na rede social mostram uma viatura da Polícia Federal, aparentemente, Secretaria de Assistência Social. Um evento que teria na instituição foi cancelado.

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A reportagem apurou que também estão sendo cumpridos mandados em um residencial da região norte de Campo Grande .

Ainda não há nota oficial da PF sobre o caso. A reportagem indagou a Prefeitura, mas não recebeu retorno até a publicação.

Outra operação

Em julho, a polícia deflagrou a Operação Suffragium, para aprofundar a investigação contra a campanha do Partido Progressista na Capital, que elegeu Adriane Lopes (PP) e Camilla Nascimento (Avante).

A investigação dividiu o possível esquema em quatro núcleos. No topo, estaria o núcleo de comando político, composto pelos beneficiários diretos. 

Em uma camada intermediária, atuaria o núcleo de coordenação institucional e financeira, integrado por agentes públicos e particulares responsáveis pelo gerenciamento e pela distribuição dos recursos. 

Na sequência, o núcleo de intermediadores operacionais, formado por lideranças locais, cabos eleitorais e terceiros que encarregavam da mobilização de eleitores, realização de reuniões, transporte de apoiadores, adesivagem de veículos e pulverização dos pagamentos. 

Na base da estrutura estariam os destinatários finais das vantagens indevidas oferecidas em troca de apoio político e votos. No caso, eleitores.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS), em residências e comércio de Campo Grande/MS e Taquarussu/MS.

Segundo polícia, a investigação identificou elementos de movimentações financeiras atípicas, incluindo saques em espécie, transferências fracionadas via Pix e utilização de contas de terceiros para circulação e distribuição de recursos em datas próximas aos turnos eleitorais, possivelmente destinados à compra de votos.

Os investigados podem responder por crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral (caixa dois). Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela polícia.

Na ocasião, a prefeita disse que recebeu com surpresa a notícia da deflagração da Operação Suffragium, mas também com tranquilidade, porque objeto da ação já foi analisado pelo Poder Judiciário, tendo a defesa obtido decisões favoráveis nas duas primeiras instâncias, no Mato Grosso do Sul, e com parecer favorável do Procurador-Geral em Brasília.

“Importante destacar que as diligências desta sexta-feira não envolvem qualquer órgão da Administração Municipal, nem guardam relação com atos da atual gestão”, pontuou.

Adriane disse ainda que reafirma seu respeito às instituições e ao trabalho dos órgãos de controle e investigação, e que está à disposição para qualquer esclarecimento necessário.

“Com a convicção de que a verdade dos fatos prevalecerá, como já ocorreu nas decisões judiciais anteriormente proferidas. A Administração Municipal segue concentrada em seu compromisso diário de trabalhar por Campo Grande, com ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população, encerrou.

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