Partidos não cumprem acordos e candidatos a deputado federal correm risco de traição na reta final

Dinheiro prometido não chegou, candidatos não cumpriram promessas e estão sendo excluídos de dobradinhas.

A disputa pelas oito vagas de deputado federal deve ferver na reta final da campanha. A reportagem apurou que candidatos a deputado estadual cansaram de esperar as promessas de investimento e estão abandonando as chamadas “dobras”.

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No processo eleitoral, é comum que os candidatos a deputado federal dobrem com vários candidatos a deputados estaduais. Esta parceria é vista nos adesivos em veículos, reuniões e passam, obviamente, por dinheiro.

Nesta campanha, a palavra “dinheiro” é motivo de grande confusão até o momento e pode colocar muitos candidatos a deputado federal em apuro na reta final.

Muitos dos considerados favoritos começaram a campanha liderando o número de dobras, mas a campanha começou e o dinheiro não chegou. Faltando menos de 20 dias para a eleição, os acordos começam a serem desfeitos.

Será normal, nos próximos dias, o eleitor encontrar adesivos recortados nos veículos que transitam pelo Estado, o que pode prejudicar principalmente os considerados favoritos, pela promessa de grana na campanha e, não necessariamente, pelo número de votos que já teve em outras eleições.

As brigas mais acirradas estão no PL e União Progressista (União e PP), que brigam para elegerem o maior número de federais. Com o maior número de favoritos, estes dois partidos também lideraram promessas para estaduais. Por este motivo, é onde deve ocorrer o maior troca-troca de apoiadores e apoiados na reta final.

Arrecadações de candidatos

No PL, as maiores arrecadações são de Mara Caseiro, Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira, com R$ 1,5 milhão. Ex-deputado federal, Edson Giroto vem logo atrás, com R$ 1 milhão.

No PP, Luiz Ovando e Dagoberto Nogueira lideram, com R$ 2,6 milhões. No União Brasil, Rose Modesto recebeu R$ 2,990 milhões e Geraldo Resende, R$ 2.899 milhões. Carlos Bernardo, R$ 483 mil.

O Republicanos investiu a maior parte do recurso no único federal do partido, Beto Pereira, que recebeu R$ 1,7 milhão até agora. Jaime Verruck aparece em segundo, com R$ 1.050 milhão e Isa Marcondes R$ 1,8 milhão.

No PT, Camila Jara recebeu R$ 2,8 milhões e Elias Ishy, R$ 742 mil. Marquinhos Trad (PV), da mesma coligação, recebeu R$ 1 milhão do PV.

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