Dinheiro ganha voto? Gasto de candidatos em campanhas são proporcionais a números nas pesquisas em MS

A compra de voto configura crime de corrupção eleitoral, com pena de até quatro anos de reclusão e inelegibilidade de até oito anos, mas as mudanças na legislação ao longo do tempo não reduziram diferenças entre candidatos na eleição.

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O número de pessoas com bandeiras nas ruas é muito menor do que em outras eleições. Perderam espaço para as redes sociais, que estão cada vez mais atuantes. A militância agora ataca na rede social e o dinheiro muitas vezes aparece nos veículos que rondam as cidades.

Em Mato Grosso do Sul, o investimento é pesado e ultrapassa milhões na corrida pelas cadeiras nos principais cargos. Até o momento, as famosas campanhas do “tostão contra o milhão” (famoso na campanha de Jânio Quadros) não estão funcionando em Mato Grosso do Sul.

Os candidatos com maior dinheiro para campanha também são os que lideram as pesquisas divulgadas até o momento no Estado. A reportagem fez um balanço da arrecadação e despesa dos candidatos e os números revelam que a chamada “estrutura” traz resultado.

Governo

O candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP), que aparece com chances de vencer no primeiro turno na maioria das pesquisas, recebeu R$ 2,4 milhões para a campanha, mas já gastou R$ 4,3 milhões.

Segundo colocado em todas as pesquisas divulgadas até o momento, Fábio Trad arrecadou R$ 3,7 milhões e já gastou R$ 1,9 milhão. Os gastos dos dois líderes são proporcionais ao resultado das pesquisas, onde Riedel têm, na maioria, o dobro das intenções de voto.

Em terceiro lugar na maioria das pesquisas, Delcídio tem investimento bem mais modesto. Ele recebeu R$ 156 mil e, por enquanto, gastou R$ 171 mil. João Henrique Catan (Novo), que nas pesquisas briga com Delcídio pela terceira posição, recebeu R$ 146,4 mil para a campanha e gastou R$ 195 mil até o momento.

Lucien Rezende (PSOL) teve arrecadação de R$ 100 mil e não registrou despesa até o momento.

Economista Renato (DC), Daniel Lemes (PCO) e Jeferson Bezerra (Agir) não tiveram arrecadação ou despesa registrada.

Senado

No Senado, a situação não é diferente. Líder nas pesquisas, Reinaldo Azambuja (PL) teve o maior gasto até o momento. Foram R$ 3,122 milhões de despesas, muito perto do limite para a campanha, de R$ 3.176 milhão.  A arrecadação foi de R$ 1,8 milhão até o momento.

Em segundo lugar, disputando a ponta com Reinaldo nas pesquisas, Capitão Contar teve gasto de R$ 2,1 milhões e arrecadou R$ 2,5 milhões até o momento, sendo a maioria, R$ 2 milhões, de recurso do PL.

Em terceiro lugar na maioria das pesquisas, Vander Loubet (PT) gastou R$ 1,9 milhão e teve arrecadação de R$ 1,7 milhão.

Soraya Thronicke (PSB), que concorre na mesma coligação e disputa o terceiro lugar com Vander, recebeu apenas R$ 587 mil e já gastou R$ 752 mil.

Roberto Oshiro, Novo, arrecadou R$ 122 mil e teve despesa de R$ 165 mil. Beto do Movimento (PSOL) teve arrecadação de R$ 45 mil. Valter da Comagran  (PRD) arrecadou R$ 20,2 mil

Daniel Junior (Agir), Luiz Lemes (DC), Valderi Garcia (PCO), não têm arrecadação registrada até hoje.

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